sexta-feira, 1 de novembro de 2019

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Crianças com Down morrem enquanto esperam por vaga de UTI no DF
Pelo menos quatro pacientes morreram em outubro. Outro menino perdeu a vida porque não havia ambulância para transferi-lo de hospital
Asaga que pais e mães de filhos com algum tipo de doença grave enfrentam envolve sacrifício, muita luta, e é marcada pelo suplício da espera por justiça. Mesmo com decisões judiciais nas mãos, é dura a espera por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para que os pequenos possam ser submetidos a uma cirurgia e, assim, conseguirem sobreviver. Enquanto bebês com poucos meses de vida aguardam pela chance de operar um órgão malformado, alguns não resistem ao tempo de espera e acabam morrendo antes mesmo de terem a oportunidade de passar pelas mãos da equipe médica.
Apenas no mês de outubro, ao menos quatro crianças com síndrome de Down morreram à espera de um leito de UTI, ou imediatamente após serem transferidas. Dos casos levantados pelo Metrópoles, a maioria dos pacientes tinha alguma cardiopatia e devia ser transferida para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).
Em comum, as famílias desses meninos e meninas recorreram à Defensoria Pública do DF (DPDF) e conseguiram liminares do Judiciário, obrigando o Distrito Federal a conseguir um leito na rede pública, conveniada ou a pagar os custos em hospital particular. Neste ano, a DPDF defendeu 40 causas envolvendo pedidos de internação de crianças.
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