sábado, 9 de novembro de 2019

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Mulher afirma que teve de doar parte do salário para reforma de escritório. Parlamentar nega e diz que há ‘campanha difamatória’.
Ex-funcionário do distrital Hermeto (MDB) acusa de improbidade administrativa
Uma ex-funcionária do deputado distrital Hermeto (MDB) afirma que foi obrigada a doar parte do salário para a reforma do escritório político do parlamentar, em Candangolândia, no Distrito Federal. A prática é conhecida como “rachadinha”.
Segundo a ex-funcionária Sara dos Santos Maia, os repasses ilegais ocorriam mensalmente e o dinheiro era entregue a um dos chefes de gabinete do parlamentar.
A denúncia foi protocolada no Ministério Público do Distrito Federal nesta quarta-feira (6). Ao G1, o órgão confirmou o recebimento do material e afirmou que “como o caso é recente, ele ainda se encontra em análise e será remetido a uma promotoria de Justiça”.
Já o deputado distrital Hermeto afirma que “não existe rachadinha no gabinete dele e que a denúncia faz parte de um campanha difamatória da ex-esposa e de ex-funcionários pra desconstruir a imagem dele”.

As acusações

A ex-funcionária Sara Maia acusa o deputado distrital Hermeto de ‘rachadinha’ — Foto: Reprodução/TV Globo
Sara Maia foi nomeada em janeiro para um cargo especial de gabinete com salário de R$ 6.694,88. Ela afirma que, à época, foi avisada de que teria que passar R$ 350 da remuneração para um dos chefes do gabinete, com o objetivo de custear a reforma do escritório político do deputado.
Em entrevista à TV Globo, a ex-funcionária disse que todos os repasses tinham que ser feitos em dinheiro em espécie.
“Ele dizia: ‘Você vai sacar e me dar esse dinheiro em mãos na minha sala. Quando você vir, nem comente nada com ninguém. Entra, bate na porta e entrega o dinheiro’. Foi o que eu fiz. Em janeiro ele comunicou isso e, em fevereiro, foi o meu primeiro saque de 350 reais.”
Sara afirma que realizou os pagamentos até julho, quando teria sido orientada pela ex-esposa do parlamentar, Vanusa Lopes, de que os repasses eram ilegais. Segundo a ex-funcionária, o marido dela, que foi um dos coordenadores de campanha de Hermeto, também pediu explicações ao distrital.
Leia mais em G1
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