sexta-feira, 8 de novembro de 2019

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O Vasco abriu mão do seu melhor jogador no Campeonato Brasileiro. Cedeu Talles Magno para ser a estrela da Seleção Brasileira no Mundial Sub-17. Acaba de receber o atacante de volta sem condição de jogo depois da contusão na vitória por 3 x 2 sobre o Chile pelas oitavas de final. Segundo o departamento médico do clube carioca, o jogador sofreu estiramento grau 2 bem extenso, que atingiu uma parte do tendão. A recuperação do diamante de São Januário deve durar de 40 a 50 dias, ou seja, ele só voltará a campo em 2020.
Sabe quanto o Vasco receberá de indenização da Fifa nesse período de inatividade? Nada! Nem um centavo.
A entidade máxima do futebol tem um Programa de Proteção ao Clube, espécie de seguro para lesões de atletas que acontecem em partidas oficiais de suas seleções. Li as regras do controverso documento de cabo a rabo. A versão mais recente, publicada em 7 de março de 2019, assinada pela secretária geral da Fifa, Fatma Samoura, é válida de 2019 a 2023.
O texto blinda as copas do Mundo masculina e feminina e os torneios de futebol dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, normalmente desprezados pela entidade, e não prevê indenização aos clubes que cedem jogadores para os torneios de categorias de base, casos do Sub-17 e Sub-20. A proteção vale apenas para amistosos e/ou jogos oficiais das seleções principais masculina e feminina em data Fifa.
“O Programa de Proteção ao Clube abrange as partidas entre duas seleções A disputadas nas datas listadas no calendário internacional de partidas da Fifa ou nas datas cobertas pelo período de liberação definido no regulamento. Os torneios juvenis não são cobertos”
Resposta da Fifa ao blog
Para não ficar apenas no texto, o blog entrou em contato com o setor da Fifa responsável pelo seguro. Questionei diretamente se o Vasco tem direito a reivindicar a indenização. A resposta taxativa da Fifa é não. “O Programa de Proteção ao Clube abrange as partidas entre duas seleções A disputadas nas datas listadas no calendário internacional de partidas da Fifa ou nas datas cobertas pelo período de liberação definido no regulamento. Os torneios juvenis não são cobertos”, diz a resposta enviada ao blog.
O Programa de Proteção ao Clube indica que a compensação passa a ser feita após 28 dias seguidos de ausência de um jogador comprovada por atestado médico. O valor máximo pago é 7,5 milhões de euros por ano (R$ 32,7 milhões) com um limite diário de R$ 89,7 mil. O cálculo da indenização é feito a partir do salário fixo do jogador, e o seguro começa a valer quando o atleta viaja para se apresentar à seleção, até a 0h do fim da participação.
Vamos a um exemplo prático. Neymar se machucou duas vezes recentemente a serviço da Seleção Brasileira em amistosos disputados em datas Fifa. A primeira naquele amistoso em Brasília contra o Qatar, no Mané Garrincha. O craque sofreu ruptura no ligamento no tornozelo direito. A Fifa teve que indenizar o Paris Saint-Germain. No mês passado, Neymar voltou a se machucar no empate com a Nigéria. Na Copa de 2014, a entidade teve que de depositar R$ 719 mil na conta do Barcelona depois da joelhada de Zúniga em Neymar contra a Colômbia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014.
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