domingo, 1 de dezembro de 2019

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Jedeão é condenado após causar polêmica na campanha eleitoral ao acusar ex-chefe e primo (Foto: Arquivo)

Acusado de desviar R$ 11 milhões da Justiça Federal, Jedeão de Oliveira, primo e ex-chefe de gabinete do juiz federal Odilon de Oliveira, foi condenado a 41 anos, 3 meses e 8 dias de prisão pelo juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande.
Além de cumprir a pena em regime fechado, ele deverá pagar multa de R$ 6,2 mil pelo desvio de dinheiro da 3ª Vara Federal Especializada em Crimes do Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro.
Em 2017, a 3ª Vara Criminal Federal de Campo Grande passou por uma correição extraordinária depois de Jedeão ser exonerado sob a acusação de desviar parte do dinheiro apreendido em operações policiais. Diretor de Secretaria por mais de duas décadas, ele foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter, por 26 vezes, desviado valores apreendidos que eram guardados na vara.
Delação fracassadaDurante a campanha eleitoral, em julho deste ano, Jedeão de Oliveira procurou a Procuradoria da República em Campo Grande e propôs acordo de delação contra o ex-chefe. No entanto, o MPF não viu provas das acusações e rejeitou a colaboração premiada.
Em suas acusações, ele afirmou que trabalhou durante 22 anos como diretor de Secretaria e chegou à função porque Odilon era grato ao seu pai, tendo em vista que este fez o magistrado estudar, acompanhando sua trajetória até se formar em Direito, em Campo Grande.
Em decorrência da acusação feita com base na denúncia de Jedeão, de que Odilon vendia sentenças para traficantes, o governador foi acionado no Superior Tribunal de Justiça.
Durante os debates, o juiz disse que não promoveu o primo, mas encaminhou o caso para a Polícia Federal e o demitiu da 3ª Vara Federal. Odilon sempre enfatizou que o ex-assessor enganou a PF, o MPF, os demais colegas e até o TRF-3, que fez as correições e nunca desconfiou do desvio de dinheiro.
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