segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

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Polícia prendeu o faxineiro antes da chegada do presidente a Três Corações, na sexta.
“Inconformismo político”. Essa foi alegação de Pedro Venicio Ferreira, 25 anos, para o plano de matar o presidente Jair Bolsonaro, durante visita a cidade mineira de Três Corações, sexta-feira (29).
O faxineiro terceirizado do Exército publicou em seu perfil do Instagram um vídeo em que mostra imagens da Escola de Sargentos das Armas, e afirma que analisando a situação, toda a área, para poder pôr em prática seu plano de que, na hora em que chegasse ao batalhão, iria “acertar” o presidente.
Em uma das publicações, Ferreira aparece próximo ao mural de arma da cavalaria, e a foto com a legenda: “Inicia-se aqui a sequência de histórias onde estou infiltrado na toca do lobo, melhor dizendo, exército brasileiro”. Em outra, a legenda da foto é : “Arte da guerra: mantenha os amigos próximos e os inimigos mais próximos ainda”.
Entretanto, seu atentado foi frustrado pela denúncia de pessoas que viram tais publicações. O plano era atacar Bolsonaro durante a cerimônia de formação de sargentos, da Escola de Sargentos das Armas do Exército. Muito provavelmente durante os momentos em que o presidente faz fotos com admiradores.Solenidade de Diplomação das Turmas do Curso de Formação de Sargentos 2019
Na delegacia, “sem constrangimento”, conforme revela o boletim de ocorrência, Ferreira relatou aos policiais que trabalha eventualmente para uma empresa terceirizada de limpeza que presta serviço à unidade do Exército. Confirmou que fez todas as publicações, filmagens e fotografias, e argumentou que “realizou por ironia, por inconformismo político. Já que possui posicionamento político de centro-esquerda, esquerda, mas que não integra qualquer entidade de classe”.
A Polícia Federal investiga o caso. Ferreira foi preso pelo crime contra a segurança pública. Por meio de nota, a PF esclarece: “O suspeito trabalhava como terceirizado na ESA e aparecia em vídeos postados, circulando no interior da unidade militar no dia anterior à chegada do Presidente. O suspeito foi detido antes de ter a oportunidade de estar na presença do Presidente”.
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República lançou nota na qual informa que o CSA soube das publicações e coordenou toda ação para efetuar a prisão do faxineiro.



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