terça-feira, 3 de dezembro de 2019

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O governador afirmou ter dificuldade em manter bons quadros no GDF por conta dos salários baixos.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse nesta terça-feira (3) que os secretários da capital ganham pouco. Ele afirmou que a maior parte dos secretários trabalham por amor porque recebem a “mísera quantia de R$ 14 mil”. O valor ainda foi classificado como vergonhoso por Ibaneis, que por isso promete discutir a reestruturação do secretariado do Distrito Federal no próximo ano.
“A remuneração de um secretário em Brasília chega a ser vergonhosa. Um secretário, como nós temos várias pastas que administram bilhões de reais, recebe a mísera quantia de R$ 14 mil. Então, a grande maioria dos nossos secretários faz isso por empenho pessoal e por amor ao DF”, afirmou Ibaneis. O governador, que hoje trabalha com 30 secretarias, ainda disse ter “dificuldade em manter bons quadros no governo porque os salários são baixos”.
Ibaneis falou sobre a remuneração dos secretários do governo do Distrito Federal durante a solenidade de entrega da Medalha do Mérito Buriti de 2019. O próprio governador foi homenageado com a honraria e, em seu discurso, agradeceu o empenho do seu secretariado. “Gostaria de agradecer todo meu secretariado, que tem se empenhado e dedicado. A grande maioria deles trabalha com o coração e a vontade de escrever seu nome em Brasília”, reafirmou.
Ao fim do discurso, o governador foi questionado sobre qual seria o salário ideal para o secretariado e disse que um exemplo de salário que “compensa trabalhar para o estado” é o dos deputados distritais, que têm uma remuneração bruta de R$ 23,5 mil. Ibaneis prometeu então, iniciar um debate sobre a reestruturação do secretariado do governo distrital a partir de abril do próximo ano, quando também terá início a discussão sobre a reestruturação do quadro de servidores do Distrito Federal.
“Quero tratar da reestruturação do quadro de secretários e administradores para que possamos atrair pessoas que tenham qualificação. Pessoas que queiram se dedicar à cidade e não precisam se dedicar a outros penduricalhos”, afirmou Ibaneis, antecipando que a ideia é tratar o Governo do Distrito Federal como uma empresa que trabalha com “dedicação e eficiência”.
“A secretária de educação, por exemplo, tem um orçamento de R$ 10 bilhões e um secretário que ganha R$ 14 mil. A grande maioria das empresas não tem isso. Então temos que reformular o Distrito Federal e pensar a cidade para que a gente possa evoluir e manter nossos quadros”, argumentou.

Foto: Renato Alves/Agência Brasília
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