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Veja polêmicas de Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU

Veja polêmicas de Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU Presidente atribuiu a "índios e caboclos" responsabilidade por ...



Veja polêmicas de Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU
Presidente atribuiu a "índios e caboclos" responsabilidade por queimadas e pediu combate à "cristofobia" no mundo

Odiscurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abordou uma série de pontos controversos e polêmicos. Entre as falas que contradizem ações do próprio governo estão a gestão da crise provocada pelo novo coronavírus e a política ambiental adotada por Bolsonaro. Confira abaixo alguns desses tópicos abordados no discurso:

STF e governadores

O presidente reclamou por ter sido tolhido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de tomar medidas de isolamento contra a pandemia. “Por decisão judicial, todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da federação. Ao presidente, coube o envio de recursos e meios a todo o país”, afirmou.

A decisão do STF de fato delegou a responsabilidade aos gestores locais, mas não impediu que o governo federal estabelecesse regras no âmbito nacional para frear o avanço da pandemia. Na decisão de abril, entretanto, o STF entendeu que o gestor estadual ou municipal deveriam estabelecer regras próprias em suas localidades por conhecerem melhor a realidade de suas regiões.
Índios responsáveis por queimadas

O presidente relacionou as queimadas na Amazônia a supostas práticas agrícolas aplicadas por “índios e caboclos”, ignorando aquelas que são provocadas por médios e grandes fazendeiros, ou latifundiários. “Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”.

Marcos Corrêa/PR


Ministros assistem discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONUMarcos Corrêa/PR


Bolsonaro foi o primeiro chefe de estado a discursar na Assembléia Geral da ONU, seguindo tradição de décadas Marcos Corrêa/PR



Uma carta aberta publicada em uma das maiores revistas de ciências do mundo – a Science –, assinada pelas universidades de Estocolmo e a federal de Minas Gerais relacionou os focos de calor a médios e grandes fazendeiros, e não a pequenos agricultores. O texto leva, ainda, a assinatura de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O estudo concluiu que, no ano passado, 52% dos focos de calor detectados em propriedades registradas pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR) na Amazônia ocorreram fazendas de médias e grandes proporções. O levantamento aponta, ainda, que 67% de todos os alertas de desmatamento foram nessas propriedades de médio e grande portes.
Floresta úmida não queima

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”, disse durante o discurso.

O ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, eleito em 2019 um dos dez cientistas mais importantes do mundo, já desmentiu a afirmação. “A Amazônia é uma floresta úmida, ela não queima sozinha, é sempre uma ação criminosa”.
Óleo venezuelano

Durante o discurso, o chefe do Executivo disse que o Brasil foi vítima de um “criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo”.

A Polícia Federal concluiu que, de fato, o óleo é de origem venezuelana, mas teria vazado de um navio grego.

A principal suspeita recai sobre o petroleiro grego Bouboulina. A investigação, porém, enfrenta dificuldades porque o navio continua navegando em águas internacionais e atracando em países com os quais o Brasil não tem acordo internacional para diligências.
Sinal 5G e investimento em tecnologia

Bolsonaro disse na ONU que o Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta, mas o governo suspendeu quase 6 mil bolsas de estudo e pesquisa só no ano passado. O orçamento deste ano teve uma redução de 87% para o fomento científico. Segundo análise feita pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) do Orçamento da União, 87,7% do total arrecadado pelo fundo estava congelado pelo governo. Parte deste contingenciamento foi desfeito para custear projetos contra a Covid-19.

Bolsonaro mencionou o uso da tecnologia 5G,, mas condicionou a parceiros que “respeitem nossa soberania, prezem pela liberdade e pela proteção de dados”. Uma suposta violação a dispositivos de proteção de dados vem sendo usada pelo presidente americano, Donald Trump, para desqualificar o modelo chinês da conexão 5G, considerado o mais avançado até o momento.
Cristofobia

Bolsonaro pediu, na ONU, empenho ao combate à “cristofobia”. “A liberdade é o bem maior da humanidade. Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia”.

Bolsonaro, que se diz católico, afirmou que o país está preocupado. Pontuou ainda que repudia o terrorismo em todo o mundo. Ele não citou, porém, qualquer outra religião que não seja o cristianismo.

Fonte: Metropoles

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