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"Governo deve ser firme quando se trata de soberania", diz Bia Kicis

Para deputada federal do PSL, "é preciso correr atrás dos insumos da vacina, mas não podemos ceder a nenhuma chantagem" “O governo...


Para deputada federal do PSL, "é preciso correr atrás dos insumos da vacina, mas não podemos ceder a nenhuma chantagem"

“O governo tem que ser firme quando se trata da sua soberania. É preciso correr atrás dos insumos da vacina, mas não podemos ceder a nenhuma chantagem”, apontou a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), sobre a busca do governo brasileiro por insumos para a produção da vacina chinesa.
Bia salientou que o governo federal já se anunciou como único interlocutor do Brasil com a China e que é necessário perceber os avanços realizados nas negociações com o governo chinês. “Tivemos grandes realizações no âmbito da agricultura e do agronegócio. A ministra Tereza Cristina (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) abriu portas importantes”, destacou.
A deputada ressaltou ainda que uma suposta pressão do governo chinês para a saída do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, não deveria ser levada a sério. “Seria um absurdo total um país querer interferir nos agentes políticos de outro país soberano”.
Em entrevista ao CB.Poder, nesta quinta-feira (21/1) — uma parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília —, a deputada sustentou que o governo nunca deixou de negociar com a China e que concorda com críticas feitas pelo ministro Ernesto Araújo no ano passado.
“O ministro sempre apontou que a China era um regime totalitário e que o Brasil era uma democracia, e eu concordo com as críticas que ele fez”.
“Quem aprecia a democracia, não pode gostar de um regime arbitrário e tirano. Mas independente disso, fazemos negócios”, completou a parlamentar.
Ainda sobre o imunizante contra a covid-19, Bia apontou o governador de São Paulo, João Doria, como um dos principais responsáveis pela politização da vacina. “Eu vejo que quem iniciou essa questão de politização da vacina foi o governador João Doria, atacando o presidente enquanto o governo estava fazendo a sua parte”.
A deputada lembrou que, em agosto de 2020, o governo produziu medida provisória de quase R$ 2 bilhões de ajuda para a Fiocruz desenvolver a vacina de Oxford. 

“Depois, em dezembro, foi feito uma nova medida que destinou R$ 20 bilhões para que o Brasil pudesse adquirir vacinas de qualquer país que fosse, desde que aprovado pela Anvisa. E em janeiro, fez nova MP para facilitar a aquisição de insumos”, enumera.
Contra a vacinação obrigatória
Bia declarou também que não vai se vacinar contra a covid-19. “A princípio, não vou me vacinar porque eu não me sinto segura. Mas isso é uma questão muito pessoal. Posso até mudar de ideia depois de observar o comportamento das pessoas, depois de tomarem a vacina. Mas a minha questão sempre foi contra a vacinação obrigatória”.
Além disso, a deputada é autora de projeto de lei para retirar a obrigatoriedade do uso de máscara. “Eu acredito que a máscara pode fazer uma barreira, mas ela não impede a contaminação. Sou totalmente favorável às máscaras para as pessoas que estão infectadas ou que trabalham com a saúde e em ambiente hospitalar. Aliás, eu defendo a máscara até para quem está gripado, mas não defendo a máscara em tempo integral”, revelou.

Relações internacionais

Sobre a situação política entre o Brasil e os Estados Unidos, Bia opinou que o governo Bolsonaro fez bem em apostar no governo Trump em razão da relação desenvolvida pelos países, mas que, agora, com Joe Biden, não acredita em um isolamento do Brasil. “Na política, tudo acaba se ajustando e não acredito que seja bom para os Estados Unidos isolar o Brasil, somos o maior país da América Latina, temos boas relações comerciais. Penso que não interessa a ninguém isolar nosso país”.

Bia declara que caso os demais países não coloquem a ideologia acima das relações comerciais e internacionais, o Brasil manterá as boas relações com todos.
Desmatamento

Já sobre cobranças a respeito do meio ambiente, a deputada federal afirma que o país está pronto para as críticas. “Vamos continuar mostrando o trabalho real que é feito e desconstruir essa narrativa que o Brasil é o país do desmatamento”.

Questionada sobre o avanço da degradação ambiental, Bia defendeu que a regularização das terras é fundamental. “Quando se pode apontar quem é a pessoa responsável pelo desmatamento, quando você pode punir, aí, sim, obtém resultados positivos. Eu estou convencida de que a medida que regularizarmos as terras vamos conseguir dar um basta em tanto desmatamento”, finalizou.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Fonte: Correio Braziliense

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