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Sucessão na Câmara e no Senado fazem Esplanada ter janeiro atípico

Parlamentares se envolvem nos acordos para as eleições das presidências das duas Casas, marcadas para 1º de fevereiro Tradicionalmente conhe...

Parlamentares se envolvem nos acordos para as eleições das presidências das duas Casas, marcadas para 1º de fevereiro



Tradicionalmente conhecido por ser um mês apagado e de poucas movimentações políticas em Brasília, este janeiro promete ser atípico no Legislativo. Parlamentares se envolvem nos acordos para as eleições das presidências da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro.
No Senado, a disputa está indefinida, mas o nome de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ganha cada vez mais força. Ele tem o apoio do atual presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e tenta construir um acordo com partidos de oposição. Presidente nacional do partido, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto entrou de cabeça nas negociações e vai focar a agenda dos próximos dias para tentar fechar maioria pelo parlamentar.

Enquanto isso, o MDB, que conta com a maior bancada da Casa, busca fechar consenso sobre um nome para entrar na corrida. No páreo, Simone Tebet (MS), Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra (PE). Os dois últimos contam com mais simpatia do Palácio do Planalto, já que ocupam os postos de líderes do governo no Legislativo.

Na Câmara, dois nomes já estão em busca de votos. Arthur Lira (PP-AL) é o candidato que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, enquanto Baleia Rossi (MDB-SP) foi lançado numa aliança costurada pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Nesta semana, Lira começa uma série de viagens pelo país para encontros com lideranças políticas. A intenção do líder do Centrão é conseguir angariar votos de parlamentares que compõem o bloco de Maia, mas estão descontentes com a candidatura de Rossi. Entre esses partidos estão PSB, PSDB e PSL.
O grupo de Lira estima conseguir o apoio de, ao menos, 61 deputados dos três partidos.
Já Rossi espera que o PT embarque de vez na candidatura dele. Apesar de a sigla ter firmado acordo com Maia, uma ala dos petistas resiste ao nome do emedebista, principalmente pelo fato de ele ter votado a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Esse grupo defende uma candidatura própria da esquerda, e um apoio formal ao candidato do MDB só ocorreria em um eventual segundo turno.
Michel Temer
Tentando evitar um revés, Rossi vai ganhar um reforço para sua articulação, por meio do ex-presidente Michel Temer, que, nos próximos dias, vai conversar com deputados em nome do postulante do MDB. Temer é padrinho político de Rossi e tem grande trânsito com os parlamentares da Câmara.
O grupo de partidos que deve apoiar o emedebista soma 268 deputados, que ultrapassa os 257 mínimos para eleger, em primeiro turno, o presidente da Câmara. Já o bloco de Lira tem 205. No entanto, como o voto é secreto, o cenário pode se inverter, caso as 61 expectativas de traições ao grupo de Baleia Rossi se confirmem.

Para o cientista político Cláudio Monteiro, todas essas movimentações só terão efeito prático nas agendas de interesse dos próprios políticos. “A gente vê um janeiro atípico na pauta política por causa das eleições das Mesas Diretoras. Ambas as negociações estão voltadas para os interesses dos pares e não vemos, nas negociações, projetos e reformas que, de fato, impactem na vida dos brasileiros”, afirma.


Fonte: Correio Braziliense 

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