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Chefe de gabinete e ex-colega de seleção da senadora Leila do Vôlei é alvo da Polícia Civil do DF

Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão contra Ricarda Lima, durante operação Tie-Break, na terça-feira (2). Investigação apura irreg...


Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão contra Ricarda Lima, durante operação Tie-Break, na terça-feira (2). Investigação apura irregularidades em contratos do Centro Olímpico de Santa Maria.
A chefe de gabinete da senadora Leila Barros (PSB), conhecida como Leila do Vôlei, foi um dos alvos da operação Tie-Break, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta terça-feira (2). Agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Ricarda Lima, que também foi colega de Leila na seleção brasileira de vôlei (veja mais abaixo).

A polícia apreendeu celulares e aparelhos eletrônicos. A operação apura supostas irregularidades na contratação de uma entidade que prestou serviço ao Centro Olímpico de Santa Maria. Segundo as investigações, há suspeita de desvio de R$ 800 mil.
À reportagem, o advogado de Ricarda Lima disse que ela sempre teve uma "conduta ética" e que foi "pega de surpresa com a situação baseada em situações que teriam ocorrido há tempos".
Já a assessoria da senadora Leila Barros, que não foi alvo da operação, disse que ela "acompanha com atenção" os desdobramentos da operação Tie-Break e defende que os fatos sejam esclarecidos "o mais rapidamente possível".
Ricarda Lima
A chefe de gabinete é ex jogadora da seleção brasileira e, quando encerrou a carreira como atleta, criou o Instituto Amigos do Vôlei, junto com a colega de seleção e agora senadora Leila Barros, que não foi alvo da operação.
Entre 2017 e 2018, Ricarda foi secretária adjunta de Esporte e Lazer do DF. A titular da pasta na época era Leila Barros, durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).
Desde 2019, no primeiro ano de mandato de Leila como senadora, Ricarda foi contratada como chefe de gabinete. Na época, já haviam investigações de contratos do GDF com o Instituto Amigos do Vôlei.


Chefe de gabinete da senadora Leila Barros foi alvo de operação da Polícia Civil
Ricarda Lima foi alvo de mandado de busca e apreensão na operação Tie-Break. São investigadas supostas irregularidades em contratos do GDF assinados há dez anos com o Instituto Amigos do Vôlei. A senadora não é alvo da investigação.

Segundo a investigação, o contrato firmado entre o instituto e o GDF é de quase R$ 10 milhões. Após o fim da gestão Rollemberg, em 2018, houve uma prestação de contas. Parte dos gastos, entretanto, não foram comprovados. Cerca de R$ 3 milhões, segundo a polícia.

Ainda de acordo com as investigações, foram encontrados "indícios de direcionamento" na contratação da empresa durante o processo licitatório, além de levantada a suspeita de superfaturamento em compras no centro olímpico.
"As investigações contaram com participação dos peritos criminais do Instituto de Criminalística da PCDF, que apontaram que o valor devido aos cofres públicos, mesmo após as glosas, seria de R$ 800.463,56", informou a corporação, em nota.

Auditoria do TCDF
A entidade investigada na operação da PCDF já foi alvo de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do DF, em 2014. À época foram encontradas irregularidades no valor cobrado pelos cursos de informática e inglês, além de "superfaturamento na compra de uma plataforma de piscina e de bolas de basquetebol e tênis".
O relatório do TCDF também aponta que o instituto gastou R$360 mil por uma pesquisa de satisfação, na qual foram aplicados 2,4 mil questionários. Esse valor seria 411,70% maior do que o encontrado no mercado.
Para comparar o valor do contrato, o documento mostra os valores de outras pesquisas realizadas por órgãos públicos naquele mesmo período. Um dos exemplos é uma pesquisa de satisfação contratada pelo Tribunal Regional do Trabalho 10ª Região (TRT-10), que aplicou 2 mil questionários em foros do DF e do Tocantins, por R$ 39 mil.

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