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Guedes diz: “Deveríamos estar comprando vacina desde a época do Mandetta, ele recebeu dinheiro, mas não comprou vacina; “Saiu com R$ 5 bilhões no bolso no primeiro dia”

“A entrega da vacina não está atrasada só agora, não.” A frase enfática é do ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista. Guedes garan...


“A entrega da vacina não está atrasada só agora, não.” A frase enfática é do ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista. Guedes garante que nunca faltaram recursos para o combate à pandemia.
“No primeiro dia, (Luiz Henrique) Mandetta (ex-ministro da Saúde) saiu com R$ 5 bilhões no bolso. É desde aquela época que deveríamos estar comprando vacina, não é mesmo? 
O dinheiro estava lá”, diz.
“Era possível ter sido mais rápido? 
Sim. 
Era possível que a mídia fosse mais construtiva? Era possível que os governadores ajudassem também? 
O dinheiro foi para os estados. 
Então, por que os leitos foram desativados? 
Pois todos nós achávamos que a pandemia estava indo embora.”
Guedes alerta que todos têm que “responder sobre essa crise coletivamente”.
“Era possível ter sido mais rápido? 
Sim. 
Era possível que a mídia fosse mais construtiva? Era possível que os governadores ajudassem também? 
O dinheiro foi para os estados. 
Então, por que os leitos foram desativados? 
Pois todos nós achávamos que a pandemia estava indo embora.”
Mas não foi. 
A pandemia se intensificou em número de internações e de mortes. 
Por isso, o governo pretende reeditar o programa de distribuição de renda aos mais vulneráveis. 
Na segunda-feira (15), o Congresso promulgou a PEC Emergencial, que autoriza o pagamento do auxílio.
Além desse benefício, o governo quer repetir os programas que tiveram resultados positivos no ano passado e impediram que a queda da atividade econômica fosse ainda maior que 4,1%.
Entre eles, está a reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que distribuiu crédito para os empreendedores, e do Benefício Emergencial que, segundo Guedes, preservou 11 milhões de empregos.
“Em vez de dar seguro-desemprego, em que você espera a pessoa ser demitida para dar R$ 1,1 mil, que é o salário-mínimo, vamos nos antecipar. 
Vamos dar a metade desses recursos para ele continuar empregado”, explica o ministro.
Outro ponto importante que o governo deve focar em curto e no médio prazos são as privatizações dos Correios e da Eletrobras.
“Teremos outras (privatizações) também. 
O importante é que destravamos a pauta do Congresso.”
O Congresso é visto como reformista por Guedes, que prevê mais rapidez na
aprovação da Reforma Administrativa, “já está bastante trabalhada e não atinge nenhum dos direitos adquiridos”.
“Vamos criar um funcionalismo público baseado em meritocracia, e para (o servidor) ganhar estabilidade será necessário analisar vários anos”, diz.
A expectativa é de que a Reforma Administrativa resulte em uma economia de R$ 300 bilhões ao longo dos próximos 10 anos.

Fonte: Folha da Politica 

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