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PF prende 4 desembargadores do TRT-RJ em desdobramento da operação que afastou Witzel; outros 8 são presos

PF prende 4 desembargadores do TRT-RJ em desdobramento da operação que afastou Witzel; outros 8 são presos MPF apura o pagamento de vantagen...

PF prende 4 desembargadores do TRT-RJ em desdobramento da operação que afastou Witzel; outros 8 são presos

MPF apura o pagamento de vantagens indevidas aos desembargadores que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel.
Por Arthur Guimarães, Diego Haidar, Leslie Leitão, Lívia Torres, Marcelo Gomes, Marco Antônio Martins e Matheus Marques, TV Globo, G1 Rio e GloboNews.
No Rio, PF prende quatro desembargadores do TRT-RJ em ação contra fraudes na saúde
Quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) foram presos nesta terça-feira (2) pela Polícia Federal (PF) na Operação Mais Valia.
Trata-se de um desdobramento da Operação Tris in Idem, que em agosto de 2020 afastou do cargo o então governador do RJ, Wilson Witzel (PSC), na crise dos gastos na pandemia.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel — que no mês passado virou réu por corrupção e lavagem de dinheiro.


Desembargadores do TRT do RJ são presos por suspeita de corrupção na gestão Witzel
Segundo a denúncia do MPF, firmas pagavam para a quadrilha para serem incluídas no Plano Especial de Execução da Justiça do Trabalho fluminense.
O objetivo era conseguir com que o governo do estado pagasse valores devidos.
Pelo menos sete empresas são citadas no inquérito: a Pró-Saúde, a Átrio Service, a MPE Engenharia e quatro consórcios de transporte: Transcarioca, Santa Cruz, Intersul e Internorte.
Witzel foi novamente denunciado nesta terça. É a quarta denúncia da PGR contra o ex-juiz federal.


Policiais federais e membros do MPF cumprem mandado na sede do TRT-RJ — Foto: Reprodução/TV Globo
Mandados de prisão cumpridos
No total, a PF cumpriu 11 mandados de prisão — contra os quatro juízes e sete supostos operadores — e prendeu um advogado em flagrante, por posse ilegal de arma.

Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues, desembargador
Eduarda Pinto da Cruz, operadora
Fernando Antônio Zorzenon da Silva, desembargador
José da Fonseca Martins Junior, desembargador
Leila Maria Gregory Cavalcante de Albuquerque, operadora
Manoel Messias Peixinho
Marcello Cavanellas Zorzenon da Silva, operador
Marcos Pinto da Cruz, desembargador
Pedro D’Alcântara Miranda Neto
Sônia Regina Dias Martins, operadora
Suzani Andrade Ferraro, operadora

Pinto da Cruz foi preso em casa, uma mansão no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Pouco antes das 10h, uma viatura da PF entrou na garagem do magistrado para detê-lo.
De acordo com os investigadores, o desembargador era o principal articulador de uma organização criminosa que recebia vantagens ilícitas de empresas que prestavam serviço para o poder público.



Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Marcos Pinto da Cruz é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção que levou ao afastamento do governador do RJ Wilson Witzel — Foto: Reprodução
Uma das equipes foi ao TRT, no Centro do Rio.
Os mandados foram expedidos pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, a pedido da Vice-Presidência da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em nota, o TRT ressaltou "seu compromisso com a legalidade" e informou estar "à disposição das autoridades no que for necessário para auxiliar nas investigações que levem ao total esclarecimento dos fatos".
Veja no fim da reportagem o que dizem os investigados.

Desembargador José da Fonseca Martins Junior — Foto: Reprodução

Desembargador Fernando Antonio Zorzenon da Silva — Foto: Reprodução

O 'núcleo judiciário' de Witzel
Witzel também responde a um processo de impeachment em um Tribunal Especial Misto. O STJ prorrogou o afastamento dele por um ano ao aceitar a denúncia do MPF e torná-lo réu.
Segundo as investigações da Tris in Idem, o TRT era um dos três núcleos do esquema de corrupção no governo Witzel — composto ainda pela "caixinha da propina" e pelas "sobras de duodécimos".
Em 1º de setembro do ano passado, três dias depois do afastamento do então governador, o desembargador Marcos Pinto da Cruz, de 58 anos, foi retirado das funções administrativas no TRT.
Para os procuradores, esse núcleo beneficiaria Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do estado por serviços prestados em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”.
As OSs, diz a PGR, também seriam beneficiadas com a aceleração de processos trabalhistas para obtenção da certidão negativa de débitos. Esse documento permite que as OSs voltem a firmar contratos com o poder público.

PF cumpre mandado na Lagoa, na Zona Sul do Rio — Foto: Diego Haidar/TV Globo
De acordo com as investigações, para participar do esquema, as OSs teriam que fazer pagamentos disfarçados de honorários advocatícios a escritórios apontados pela irmã do desembargador, a advogada Eduarda Pinto da Cruz.
Essas informações fazem parte da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.
Na época, o desembargador não se manifestou.


Os núcleos da propina no governo Witzel — Foto: Editoria de Arte/G1

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