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"Chegou a um número enorme de mortes", diz Bolsonaro em live

(crédito: Reprodução/Facebook) "Chegou a um número enorme de mortes", diz Bolsonaro em live Presidente Jair Bolsonaro evita coment...

(crédito: Reprodução/Facebook)

"Chegou a um número enorme de mortes", diz Bolsonaro em live
Presidente Jair Bolsonaro evita comentar sobre o fato de o país ultrapassar 400 mil óbitos, volta a criticar políticas de isolamento social e ataca governadores e prefeitos
No dia em que o país ultrapassou a marca de 400 mil mortes pela covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) evitou falar muito sobre o assunto durante a live semanal desta quinta-feira (29/4), deixando escapar que tinha um dado ruim, "mas a assessoria não colocou o número na frente dele", mostrando os papeis que estavam sobre a mesa.
“Lamentamos as mortes. Chegou um número enorme de mortes”, afirmou o chefe do Executivo. 
Ele lamentou a morte do político Levy Fidelix, fundador do PRTB, durante live e ainda defendeu uma espécie de Opep da soja.
O presidente voltou a criticar o isolamento social e os governadores e prefeitos da esquerda. Ele também criticou a imprensa e evitou comentar sobre a CPI da Pandemia, apenas citou “tendo em vista a CPI” quando criticou uma matéria da imprensa afirmando que o governo federal ignorou o Tribunal de Contas da União (TCU) e não orientou estados e municípios como aplicar as verbas para combater a covid-19.
“Tá de brincadeira! Tinha que orientar que não era para pagar a folha e não era para comprar respirador em Marte e não chegar? É o fim da picada, realmente”, esbravejou.
Durante a apresentação com participação do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier da Silva, sentado ao lado dele, o presidente atacou os governadores que defendem o lockdown e jogou a culpa nas costas deles do aumento do desemprego no país. Ele afirmou, inclusive, que os governadores fiquem com o dinheiro repassado durante a pandemia e, já que "fizeram caixa", criem, agora, auxílios emergenciais de R$ 1 mil para ajudar os mais vulneráveis também.
“Ninguém tem dúvida que acabou com o emprego e algum sindicalista defendeu quem perdeu a renda?”, questionou. “Uma população na miséria vai passar a depender mais do Estado e a tendência é dar o voto para quem dá muleta”, acrescentou.
O presidente citou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com a criação de 184 mil vagas formais em março, como um dado positivo da economia e resultado das políticas do governo. 
“Não queremos atrapalhar quem quer produzir”, disse ele, citando a volta do Benefício Emergencial para a Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), relançado nesta semana. Ainda reconheceu que o valor médio do auxílio emergencial, de R$ 250, é baixo, mas é melhor do que os R$ 192 do Bolsa Família. "Tem uma massa muito grande de pessoas sobrevivendo de ajuda e do auxilio emergencial. 
Quem tá reclamando não tinha o Bolsa Família. Melhorou. Mas é pouco", disse
“A política do 'feche tudo e fique em casa' causou o desemprego no Brasil, principalmente, entre os informais”, afirmou o presidente durante a apresentação a apoiadores.
Bolsonaro voltou a afirmar que o governo federal não mandou fechar e que apenas recomendou para que as pessoas mais vulneráveis, "com comorbidades e excesso de peso", que tinham que se cuidar mais."Eu falava 'temos que enfrentar o vírus'. Agora, a OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que temos que conviver como vírus e que vai levar anos com o vírus, porque ele está mudando. Espero que não haja uma terceira onda", disse. "Se ficar a política do lockdown, vai levar as cidades à miséria", reforçou.


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