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Motorista que matou advogada no trânsito é condenado depois de 3 anos do acidente

Depois de mais de 3 anos, o jovem e estudante de medicina, que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado, em um acidente de trânsito em ...


Depois de mais de 3 anos, o jovem e estudante de medicina, que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado, em um acidente de trânsito em Campo Grande, foi condenado a 2 anos e terá a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por sete meses.
O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque estava com o filho de 3 anos quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante de medicina.
De acordo com a decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, o motorista demonstrou “agir culposo do acusado, na modalidade de imprudência, o qual não agiu com o necessário e indispensável dever objetivo de cuidado, conduzindo veículo de considerável porte (camionete Nissan Frontier, de quase 2 t), em altíssima velocidade (quase o dobro do permitido para a via pública no qual se deu o evento) e em via pública arterial de intenso movimento”, detalhou.
A Vítima, Carolina Albuquerque Machado, morreu em decorrência do acidente — Foto: Reprodução/TV Morena

Nos autos, os laudos periciais mostraram que houve abuso no excesso de velocidade por parte do motorista da caminhonete. “Foi atestado pelo laudo pericial de análise de conteúdo em arquivos de vídeo sem áudio associado, o qual indicou que a velocidade em questão estava compreendida entre 104 km/h e 130 km/h”, elucidou.
As informações do inquérito aponta que o motorista “fazia conjuntamente com ultrapassagem perigosas, arriscadas, aliado ao fato de já registrar diversos envolvimentos em infrações de trânsito anteriormente, inclusive de condução de veículo automotor em excesso de velocidade”.
“A intensidade do impacto foi tal, que o Fox [carro da vítima] praticamente afundou mais da metade dele, o que fez com que atingisse a vítima, que uma velocidade menor isso não aconteceria”, disse o juiz no inquérito.
Na decisão, os delitos de homicídio culposo e lesão culposa em acidente de trânsito, acarretaram “indubitavelmente, culpa concorrente entre a conduta levada a efeito pelo réu com aquela da vítima fatal, culpa esta que, cuida bem fixar, não conduz à absolvição daquele, sendo incabível se falar, em sede de direito penal, ressalto, na figura da compensação de culpas”, detalhou o juiz Roberto Ferreira Filho.
Os autos mostram que o motorista iniciará a pena em regime semiaberto. A medida foi tomado pois “o réu é primário, de bons antecedentes, de delito culposo e, ainda, tendo uma das vítimas concorrido para o crime, entendo que o elevado grau de culpabilidade da conduta do acusado, aliado às circunstâncias do crime”, destrincharam na decisão.
O acidente
O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque estava com o filho de 3 anos quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante de medicina.
Segundo a perícia, o motorista, que fugiu do local após o acidente, estava em alta velocidade e testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez.
O menino, de 3 anos, que ficou ferido no acidente de trânsito que matou a mãe dele, a advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos, na avenida Afonso Pena, recebeu alta.
Após o acidente, o menino foi internado na Santa Casa. Segundo a família, ele quebrou a clavícula e teve ferimentos nas costelas.
O avô do menino, o engenheiro civil, Lázaro Barbosa Machado, de 63 anos, contou ao G1, que o neto saiu do hospital e foi para a casa da avó materna. 
Em alguns momentos a criança reclama de dor, mas na maioria do tempo demonstra estar muito bem.
“Agora estamos muito felizes. Perdemos uma filha, mas ganhamos um neto de volta. Choramos a Carol e agora temos nosso netinho. Nessa altura do campeonato, isso é motivo de muita alegria para a família” conta Machado.

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