Page Nav

HIDE
");});

Revelações bombástica: Alcolumbre praticava “rachadinha”, revela revista

Alcolumbre praticava “rachadinha”, revela revista Seis ex-funcionárias denunciam o caso. Algumas delas chegavam a ter salários de R$ 14 mil,...


Alcolumbre praticava “rachadinha”, revela revista
Seis ex-funcionárias denunciam o caso. Algumas delas chegavam a ter salários de R$ 14 mil, mas tinham de devolver mais de 90% deste valor
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) é acusado de praticar “rachadinha” em seu gabinete no Senado.
 Seis ex-funcionárias revelam que foram empregadas por Alcolumbre, mas nunca trabalharam e devolviam grande parte de seus salários.
As ex-funcionárias são Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana, todas moradoras do Distrito Federal. Elas eram contratadas com salários que variavam entre R$ 4 mil e R$ 14 mil, abriam conta em um banco, entregavam o cartão a uma pessoa de confiança de Alcolumbre e ficavam com uma parcela minúscula do dinheiro.
“O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’.
 Estava desempregada. Meu salário era mais de R$ 14 mil, mas topei receber apenas 1.350 reais. 
A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado”, revela a diarista Marina dos Santos, 33 anos, ao repórter Hugo Marques, da revista Veja.
O esquema durou cinco anos: de janeiro de 2016 a março deste ano. 
Outra “funcionária”, a estudante Erica Castro, 31 anos, também confira o esquema. “Meu salário era acima dos 14 000 reais, mas eu só recebia 900 reais. 
Eles ficavam até com a gratificação natalina. Na época, eu precisava muito desse dinheiro. Hoje tenho vergonha disso”.
As funcionárias contam ainda que Alcolumbre tinha preferência por mulheres que tinham filhos. Isso porque o Senado paga um auxílio de 830 reais para cada filho em idade pré-­escolar. 
Quanto mais dependentes cada funcionária tivesse, maior o salário ficaria.
Uma das assessoras tem cinco filhos. Adriana Souza de Almeida topou participar do esquema sem saber de detalhes. Ela é empregada de uma fazenda, onde mora com o companheiro e os filhos, diz que esteve no Senado “umas quatro vezes” para levar os documentos, não tem a mínima ideia do cargo que exercia e nem sabe direito por que foi demitida.
 “Nunca prestei nenhum tipo de serviço para o senador, e também nunca vi ele.”
Outra funcionária, Lilian Alves Braga, conta que foi demitida quando estava grávida de oito meses. 
Ela foi à Justiça para cobrar indenização de Alcolumbre por não ter recebido direitos trabalhistas.
Posicionamento
Procurado, Alcolumbre disse à Veja que se concentra nas atividades legislativas e que questões administrativas, como a contratação de funcionários, ficavam a cargo de seu então chefe de gabinete, Paulo Boudens. 
Ele foi exonerado em 2020 e não foi localizado. 
O senador afirma ainda que não se lembra das seis ex-funcionárias e que ninguém era autorizado a ficar com os salários das servidoras.
Por lei, todo senador tem disponível R$ 280 mil por mês para contratar auxiliares, como assessores parlamentares. 
Contudo, há pouca fiscalização sobre o uso destes valores, o que dá brecha para casos como o de Alcolumbre, revelado hoje.

Fonte: Jornal de Brasília 

Nenhum comentário