GDF classifica greve dos rodoviários como "político-eleitoreira" e aciona a Justiça do Trabalho Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência B...
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Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília |
Governo pede ao TRT-10 que declare a legalidade do movimento e determine a circulação de ônibus durante a paralisação anunciada para esta segunda-feira (28).
O Governo do Distrito Federal (GDF) ingressou, neste domingo (27), com uma ação na Justiça do Trabalho após o Sindicato dos Rodoviários confirmar a realização de uma greve geral da categoria a partir da meia-noite desta segunda-feira (28).
Em nota oficial, o governo classificou o movimento como uma greve de caráter "político-eleitoreiro" e informou ter solicitado ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) a análise da legalidade da paralisação.
A greve foi confirmada pelos rodoviários depois que a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 6% apresentada pelas empresas de transporte coletivo durante as negociações da campanha salarial.
Governo aponta motivação política
Na manifestação encaminhada à Justiça, o GDF afirma reconhecer o direito constitucional dos trabalhadores à greve e à negociação por melhores salários e condições de trabalho. No entanto, sustenta que, neste caso, o movimento teria ultrapassado o âmbito trabalhista ao incorporar motivações político-eleitorais.
Segundo o governo, a ligação do sindicato com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o posicionamento político de dirigentes da entidade em apoio a um candidato adversário da atual gestão reforçariam a tese de que a paralisação possui finalidade eleitoral.
Já o Sindicato dos Rodoviários afirma que a decisão pela greve decorre exclusivamente da falta de acordo nas negociações salariais. As tratativas entre trabalhadores e empresas tiveram início em julho e passaram por mais de dez rodadas sem consenso.
Pedido para manter ônibus em circulação
Na ação apresentada ao TRT-10, o Governo do Distrito Federal solicita que a Justiça determine a manutenção de parte significativa da frota durante a paralisação.
O pedido prevê a circulação de 80% dos ônibus nos períodos de menor movimento e de 100% da frota nos horários de pico, entre 6h e 8h30 e 17h e 19h30, com o objetivo de minimizar os impactos para os usuários do transporte público.
Preocupação com as eleições
O governo também demonstrou preocupação com os reflexos da greve sobre o processo eleitoral, já que o primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo (4).
Segundo o GDF, a intenção é garantir que, no dia da votação, o sistema de transporte coletivo opere com uma quantidade de ônibus equivalente à de um dia útil, assegurando o deslocamento dos eleitores aos locais de votação.
A expectativa agora é pela decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que deverá analisar os pedidos do governo antes do início da paralisação anunciada pela categoria.
Da Redação

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