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Evangélicos em crise com o governo

Um encontro articulado pelo deputado Evandro Garla, vice-presidente da frente parlamentar evangélica, reuniu todos os líderes do segmento ...

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Um encontro articulado pelo deputado Evandro Garla, vice-presidente da frente parlamentar evangélica, reuniu todos os líderes do segmento evangélico do Distrito Federal e deu o tom da reunião, o descontentamento destas lideranças com o Governo do DF. Um dos motivos foi a escolha de uma pessoa apenas para coordenar os eventos evangélicos do aniversário de Brasília, a terceira suplente de deputado, Sandra Faraj.
Estavam presentes no encontro a presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputada Celina Leão (PSD), o deputado Benedito domingos, o deputado Evandro Garla,  um representante do deputado Wasny de Roure, todos os conselhos e associações de pastores, o Bispo Renato e líderes das maiores congregações do DF, além dos  deputados federais Roberto de Lucena e Ronaldo Fonseca.
A pauta da reunião foi como o segmento evangélico vem sendo tratado pelo GDF e, a insatisfação do grupo pela forma como o governador Agnelo Queiroz conduz o diálogo com a comunidade evangélica.
Para deputada Celina Leão, a prova de que falta articulação por parte do GDF, é que para o evento do aniversário de Brasília o governador escolheu apenas uma liderança, Sandra Faraj, para organizar todos os eventos do segmento evangélico. “Grandes líderes evangélicos sequer foram ouvidos e se sentem desprestigiados pelo governo”, explica Celina.
Segundo parlamentares da base, Sandra Faraj, respaldada pelo governo colocou o evento embaixo do braço. Ela teria se reunido na secretaria de cultura como coordenadora geral do aniversário da cidade. Para o grupo de líderes, com a decisão o governo tirou a participação de todos os representantes importantes do segmento evangélico. Por isso, existe uma revolta por parte deles.
Alguns parlamentares da base foram taxativos e disseram que o governador precisa decidir se ele quer o evento só com uma liderança e seus fiéis, ou se quer o apoio de toda a comunidade evangélica. Para o segmento, até agora o governador Agnelo Queiroz não conseguiu criar uma forma de diálogo, que atenda à comunidade evangélica.
A presidente da Frente Parlamentar Evangélica deputada Celina Leão,deputada. ressalta a importância do segmento. Segundo a parlamentar, uma prova de como a segmento é forte, é o que diz a última pesquisa da CODEPLAN, revela que  há mais de um milhão de evangélicos no DF, o que segundo Celina teria motivado o governador a fazer um palco exclusivo para este público. “O governador precisa entender como funciona o segmento. Direcionar a organização para uma liderança é monopolizar o evento”, ressalta a
De acordo com as lideranças, o peso da reunião foi tão grande, que durante o debate o secretário de publicidade, Abimael Nunes, ligou em nome do governador para o deputado Evandro Garla. “Ele sabe a representatividade de uma Assembleia de Deus Madureira, de uma Igreja Batista, de uma Igreja das Missões, uma Comunidade das Nações, uma Sara Nossa Terra, e da Casa da Benção, e todos esses lideres estavam presentes lá. Então o governador não pode escolher uma única igreja para fazer um evento desse porte e deixar todas as outras congregações de fora” avalia Celina Leão.
Segundo parlamentares da base Sandra Faraj ainda mandou um recado: não queria saber de políticos no evento. Uma hipocrisia avaliou os parlamentares, já que ela foi candidata nas eleições de 2010. Segundo integrantes do segmento é uma pessoa que não conseguiu agregar ninguém, pelo contrário, deixou ainda mais aflorada a insatisfação do movimento.
Diante de tanta revolta as lideranças pediram uma audiência com o governador, que segundo os líderes evangélicos,  já sinalizou o recuo de sua decisão, com a ligação do Abimael para o deputado Evandro Garla.
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A decisão de manter um único coordenador poderia causar um rompimento com todo o segmento evangélico, por esta razão, segundo líderes presentes na reunião, já tiraram a coordenação das mãos de Sandra Faraj. Mas, ainda assim, as lideranças   desisiram de uma audiência com o governador Agnelo Queiroz. “Eles querem explicar para o governador como é sensível o segmento evangélico. Essa audiência ainda não foi marcada, está sem data, mas o encaminhamento é que todas as instituições conduzam juntas o aniversário de Brasília”, finaliza Celina.
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O grupo decidiu se reunir uma vez por mês para debater as reivindicações do segmento, que não quer mais correr o risco de ter um desdobramento como este do episódio da organização aniversário de Brasília. “O segmento precisa ser respeitado e precisa ser ouvido” disse Celina Leão.
Para a comunidade evangélica, está muito ruim a interlocução com o governo Agnelo, o aniversário de Brasília é um exemplo de como a situação está ruim.
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