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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

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Por Fred Lima

Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Alexandre de Souza Rocha, o Ceará. Todos confirmam: o então senador e presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), recebeu R$ 10 milhões para esvaziar a CPI da Petrobras, em 2009. Estão os três mentindo? Muito dificilmente, pois perderiam os benefícios da delação premiada.

O ditado popular diz que onde há fumaça há fogo. Tudo bem que Sérgio Guerra já faleceu, mas se fosse Lula estaria preso com sentença de prisão perpétua. Sim, alguns setores da mídia e da sociedade pegam leve com os tucanos, bem como outros, como a Carta Capital, querem que acreditemos que o petrolão é uma farsa e que o país está indo bem. Ambos são reprováveis.

O atual presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), também é acusado de receber R$ 300 mil da UTC. O que aconteceu com o PSDB na oposição? Ou será que não temos oposição no Brasil? Com tal denúncia, Aécio deveria se afastar da presidência da sigla para mostrar cooperação no processo de investigação, até porque outra acusação maior paira sobre seu falecido antecessor. Essa galeria de presidentes…

Nunca antes na história deste país um partido de oposição foi tão ameno e, por que não dizer, “vendido”? Por isso não voltou mais ao poder. Foram, até o presente momento, 13 anos de frouxidão quando se exigia firmeza, como no auge do escândalo do mensalão.

A denúncia contra Guerra pode revelar não apenas possível corrupção do então parlamentar e presidente de partido, mas o esvaziamento de uma CPI que poderia impedir o sangramento daquela que era a empresa mais valiosa do país.

Por isso não estranhe quando alguém disser que PT e PSDB são tudo farinha do mesmo saco.

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