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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

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Quadrilha cobrava até R$ 6 mil para fraudar exames do Detran-DF
Operação da Polícia Civil busca suspeitos em Ceilândia, Taguatinga e Brazlândia. Para passar candidatos reprovados, os criminosos colocavam outra pessoa com as mesmas características físicas para fazer os testes


Os agentes estão nas regiões de Ceilândia, Taguatinga e Brazlândia à procura dos integrantes da organização criminosa

Um grupo que fraudava o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta manhã de quarta-feira (24/2). Na ação, intitulada Analogous, policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) cumprem 10 mandados de prisão, 12 de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão. Três pessoas, dois homens e uma mulher, já foram levadas para o Departamento de Polícia Especializada (DPE). Os agentes estão nas regiões de Ceilândia, Taguatinga e Brazlândia à procura dos integrantes da organização criminosa.




Segundo o titular da Corf, delegado Jeferson Lisboa, o grupo prometia aos candidatos reprovados em exames escritos e práticos do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) a aprovação nas provas. Para isso, eles cobravam entre R$ 3 mil a R$ 6 mil. "Diante do valor, colocavam outra pessoa com as mesmas características físicas para fazer o teste”, explicou. Segundo a Polícia Civil, há 160 agentes, 8 delegados e 10 escrivães envolvidos na operação.


O delegado afirma que as investigações continuam, mesmo com as prisões de hoje. “Esse é só o início da nossa apuração. Inclusive as 12 pessoas conduzidas coercitivamente são candidatos que tiraram a CNH de forma fraudulenta”.


A possibilidade do envolvimento de servidores do Detran-DF no esquema não é descartada pela polícia, de acordo com Jeferson Lisboa. Os suspeitos devem responder à Justiça pelos crimes de organização criminosa e falsidade ideológica, com penas de até 12 anos de reclusão. O Detran-DF afirma que não se posicionará sobre o caso, mas que colabora com as investigações da Polícia Civil.

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