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sexta-feira, 6 de abril de 2018

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Um desabafo de um tucano Brasiliense.


Por: Lucas Pinheiro
Em 2006, meu primeiro voto para Governadora foi 45. Foi em Maria de Lourdes Abadia. Abadia, fundadora do partido e deputada constituinte, era um símbolo de esperança.
No entanto, ao me deparar com a notícia de que ela sairá do PSDB para aderir ao partido do atual governo, fiquei decepcionado. Abadia evidenciou seu desprezo por um dos princípios do PSDB que é ser "longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas". Quando Abadia aceitou ser secretária do governador mais rejeitado da história do DF, ela se desconectou das ruas. Preferiu as vozes do Palácio às vozes roucas das ruas.


Abadia não tem moral pra falar de comissão provisória, pois ela foi a principal fiadora e símbolo da intervenção em 2014, quando impuseram a candidatura pífia de Luiz Pitiman ao Governo do Distrito Federal.

Falando em 2014, mais uma vez tenho que reverenciar Izalci Lucas. Já naquela ocasião, Izalci queria ser candidato ao Governo, eu estava ao seu lado, e o partido impôs a candidatura do Pitiman com o patrocínio de Abadia. E mesmo assim, Izalci se manteve fiel ao partido e às decisões partidárias. Nunca traiu os militantes. Nunca traiu os dirigentes.

Com a triste atitude de se filiar ao PSB, Maria de Lourdes Abadia traiu a militância tucana. Abadia traiu quem sempre lhe acolheu. Sua ida para um partido que nada tem a ver com sua história é a prova de que sempre que estiver em um conflito entre o poder e o povo, ela escolherá o Palácio às Ruas. 

Lucas Pinheiro
Presidente da Juventude do PSDB DF
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