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sábado, 21 de julho de 2018

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Por Delmo Menezes


Com a aproximação do pleito de outubro, a incerteza do eleitorado do Distrito Federal ainda é muito grande. Pesquisas apontam que mais de 40% ainda não sabem em quem votar, ou declaram votar nulo/branco.

Para o professor de Ciência Política do Ibmec, Adriano Gianturco. “Ainda é muito cedo. As pessoas não têm opinião estabelecida. Para a maioria, que trabalha, cuida dos filhos e da casa, política não é relevante”, justifica o docente.

A revolta causada pelos escândalos na Câmara Legislativa do DF, cerca de incertezas as eleições de outubro na capital federal. Segundo os analistas políticos, essa indignação servirá para uma renovação muito mais abrangente do que se pensa.

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná, 7 em cada 10 brasileiros esperam uma mudança política em 2018 e diversos movimentos já estão se preparando para isso. De acordo com o levantamento, é alta ou muito alta a probabilidade de que eles votem num candidato estreante. Cerca de 72% da população admitem que esperam que o Brasil viva uma renovação política em 2018.

Se renovar é preciso, o modo de fazê-lo é ainda impreciso. Muitos políticos que estão inelegíveis por serem “fichas-sujas”, estão querendo passar a hegemonia de pai para filho para se manter no poder. Exemplos clássicos estão ocorrendo no DF, onde alguns ex-deputados indicaram seus filhos para disputar as eleições de outubro e assim poderem se perpetuar no poder.

A renovação da política passa também pela escolha correta dos candidatos. Não basta ser apenas uma espécie de outsider, e ter um discurso atraente. O candidato tem que ter conteúdo e já ter mostrado eficiência na gestão pública. É imprescindível, o eleitor analisar o currículo, o partido e a ligação do candidato com políticos “ficha-suja”.

“Repartir o bolo”, como um deputado falou abertamente em uma reunião de governo em junho de 2015 no DF, expõe o chamado “toma-lá-dá-cá”, que tem sido combatido veementemente pela população. Este tipo de comportamento necessita ser extirpado em nome da renovação política.

Alguns candidatos se apresentam como pertencentes a esta ou aquela denominação religiosa ou a algum segmento profissional, se esquecendo que caso seja eleito, irá representar a população como um todo e não apenas sua igreja ou segmento.

Temos que votar em políticos com “ficha limpa”, em sintonia com o sentimento popular, a fim de mudar um sistema endemicamente baseado na compra de apoio e troca de favores para poder governar.

Fortalecer a democracia é algo que não tem fim, e conseguimos com muita luta. Temos que ter um olhar para quem está decidindo nestes espaços. Não importa a ideologia individual, é necessário oxigenar o poder e votar consciente.

Da Redação do Agenda Capital
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