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quinta-feira, 12 de julho de 2018

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Justiça: a vitória do jornalismo investigativo contra Fake News

Nesta segunda-feira (10) o site QuidNovi publicou o início de uma série de reportagens revelando a colaboração do empresário e ex-marido da mega empresária Maria Cristina Boner Leo, Antônio Bruno Di Giovanni Basso.

A demanda litigiosa que se arrasta a anos na Justiça vem expondo as vísceras de um divórcio conturbado que chegou à Suprema Corte (STF). Revelações de Bruno Basso colaborando com o Ministério Público estão vindo à tona e mexe com o PIB brasiliense e expõe o mais alto escalão de políticos da Capital da República.

De acordo com documentos no Ministério Público, o casal Boner cresceu no mundo empresarial com práticas nada republicanas. Um dos maiores gênios da tecnologia, Bill Gates entregou para o então casal a exclusividade na exploração dos produtos Microsoft.

A empresa TBA Tecnologia foi o berço de uma holding que atua hoje em várias frentes, a presidente da empresa, Cristina Boner Leo, reconhecida internacionalmente por ser dinâmica e competente no mundo dos negócio, escondia até então os modus-operandis nos bastidores junto a políticos e empresários.

Em meados de 2009, já em separação litigiosa, a empresária aparece como protagonista no mais rumoroso caso de corrupção em Brasília, batizado pela Polícia Federal como “Caixa de Pandora”.

Na capital federal a mega empresária abocanhou o Poupatempo, mais conhecido como Na Hora, vale a pena lembrar que Cristina também foi flagrada em vídeo com o delator Durval Barbosa, repassando propina para se manter à frente do Na Hora. O que culminou com o indiciamento de Boner na Caixa de Pandora, denunciada pelo Ministério Público por crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, formação de quadrilha junto com o ex-governador, José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Na Caixa de Pandora foi revelado um mensalão ao partido Democratas (DEM).



Segundo o colaborador, sócio e ex-marido de Cristina Boner, o então vice-governador Paulo Octávio era o responsável pela chave do cofre do GDF junto a empresária. Bruno Basso narra encontros e reuniões com a sua própria presença entre Boner, P.O e Arruda, onde se definia o pagamento de propina. O colaborador também revela estreitas relações do casal com Cristovam Buarque e outros políticos de âmbito nacional.

Todos estes fatos publicados no site QuidNovi causou desespero a todos os envolvidos. A empresária Cristina Boner Leo recorreu a Delegacia da Mulher denunciando o ex-marido e sócio, Bruno Basso, pedindo medida protetiva alegando que estava sendo ameaçada por notícias Fake News publicadas nos sites, O Antagonista, Metrópoles e também pelo QuidNovi.

A empresária pediu à Justiça a retirada das respectivas matérias do ar alegando inverdades, mesmo com documentos no Ministério Público e na própria Justiça.

O jornalismo investigativo é praticado com responsabilidade e vai a fundo nas investigações para publicar informações relevantes ao conhecimento da sociedade.

As Fake News existem e são criminosas e devem ser combatidas pela Justiça, mas o jornalismo sério e investigativo é diferenciado e não pode ser confundido e usado como argumento para proteger e esconder crimes e criminosos.

A magistrada, Jorgina de Oliveira Carneiro e Silva Rosa indeferiu o pedido de medida protetiva contra Bruno Basso, que nas entrelinhas pedia a retiradas de matéria dos sites, QuidNovi, O Antagonista e Metrópoles, alegando Fake News.

A decisão da magistrada deixa claro que o jornalismo investigativo é diferenciado de Fake News e os fatos narrados e postados nos sites são jornalísticos e não cabe nos argumentos impetrados pela empresária a medida protetiva.

Cristina Boner Leo tenta por todos os lados amordaçar a mídia na tentativa de impedir a publicação de fatos agora revelados pelo seu ex-sócio e marido, Bruno Basso. O Antagonista publicou com exclusividade uma manobra rocambolesca no Supremo Tribunal Federal manipulada por Cristina Boner para desbloquear 11 milhões de reais em contas judiciais em seu favor.

No post do O Antagonista revela que no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski no STF uma manobra jurídica foi feita pela assessoria do ministro para beneficiar a empresária. A saia justa fez com que Lewandowski voltasse atrás da sentença proferida por ele, reconhecendo a manobra.

A empresária além de ter de devolver os 11 milhões está sendo cobrada por não acatar a decisão e sofre uma multa de 10% por não devolver a bolada.




http://quidnovi.com.br/justica-vitoria-do-jornalismo-investigativo-contra-fake-news/
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