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sexta-feira, 20 de julho de 2018

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PDT oficializa candidatura de Ciro Gomes à Presidência
Decisão do partido acontece antes de a legenda acertar acordos para formar coligação na corrida ao Planalto
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou nesta sexta-feira (20/7) a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A decisão ocorreu por aclamação dos delegados presentes à convenção nacional da legenda em Brasília. “Nós estamos vivendo o fim de um ciclo histórico. Estou muito honrado de receber do partido do meu companheiro Leonel Brizola essa missão”, disse o postulante ao Planalto.

Acompanhado dos filhos, irmãos e da namorada, Giselle Bezerra, o pedetista fez um discurso que foi do desenvolvimento tecnológico ao combate a ilegalidades no setor público. “A corrupção é um câncer que destrói também a crença na democracia, especialmente pelos jovens”, declarou.


RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLESO 

lançamento ocorreu mesmo sem o PDT acertar acordos com outras agremiações políticas para formar coligação na corrida presidencial. Nas últimas semanas, Ciro vinha articulando o apoio das siglas que integram o chamado Blocão (PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade). No entanto, nessa quinta (19), as cúpulas das legendas acertaram alianças com o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. A decisão ainda deve ser formalizada pelos partidos.

Agora, o postulante pedetista aguarda a indicação de um nome para concorrer em sua chapa como vice. Conforme sugeriu o deputado federal André Figueiredo (CE), vice-presidente do PDT, o partido pode oferecer a vaga para o PSB. Se a sigla aceitar, o nome mais indicado é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda. “Convidamos todas as forças políticas que têm compromisso com o Brasil”, declarou Ciro.

Terceira tentativa
Ciro Gomes é ex-governador do Ceará e ex-ministro dos governos Lula (Integração Nacional) e Itamar Franco (Fazenda). O PDT é o sétimo partido de sua carreira. Ele também passou por PDS, MDB, PSDB, PPS, PSB e Pros. Caso se confirme, será a sua terceira vez a disputar o mais alto cargo do país. O pedetista concorreu ao Planalto em 1998 e 2002. Nas duas ocasiões, ficou em terceiro lugar.

Na primeira vez, perdeu para Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no primeiro turno. O ex-presidente Lula ficou em segundo lugar. Na segunda, o petista venceu, em segundo turno disputado com o também tucano José Serra.
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