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quinta-feira, 5 de julho de 2018

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Surtada por não ter sido escolhida para ser candidata à presidente da OAB/DF, Daniela Teixeira Iscariotes dá novo piti na internet
Divide et impera – clássica estratégia política romana cesarista consistente basicamente na tentativa de conquistar a vitória por meio da adoção de ações que fragmentem as maiores concentrações de poder rivalizantes.
Após a realização de um processo interno escorreito, transparente e inquestionável, os representantes da atual gestão resolveram indicar seus legítimos representantes para compor a chapa que disputará as próximas eleições.
Esta decisão contrariou pontualmente os interesses da atual vice-presidente da OAB/DF, Dra. Daniela Teixeira, que apesar de formalmente fazer parte do grupo, na verdade, na prática, há muito o abandonou em favor de seus projetos dissonantes pessoais de poder, o que ela inclusive não faz questão nenhuma de esconder.
Por mais que a Dra. Daniela Teixeira continue enviando todos os esforços possíveis para sabotar a atual gestão e tentar dividir este grupo que se entregou de corpo e alma em prol da advocacia brasiliense, ela não conseguirá. O grupo permanece e permanecerá unido em prol de um único objetivo: continuar valorizando a advocacia no Distrito Federal.
A frustação da Dra. Daniela Teixeira é compreensível, vez que ela quer impor a sua vontade a todos em sua sanha de consumar seu projeto personalíssimo de poder.
Mas passemos, agora, à análise (por tópicos) do seu mais recente chilique virtual:

Daniela: “OAB não é lugar para covardes.”

Guilherme: Não é mesmo. Enfim concordamos em algo. Mas vou além. Não há lugar para covardia, mas também não há lugar para a traição, deslealdade, falsidade, hipocrisia, fingimento, perfídia, aleivosia, intriga, insídia, aleive a desonestidade.
Daniela: “Esperei que acabasse a “eleição interna” de nosso grupo na OAB/DF para me posicionar.”

Guilherme: Mentira. A Dra. Daniela Teixeira tem se posicionado publicamente contrária ao seu próprio grupo há muito.
Daniela: O resultado, 42 votos para Jacques, 39 para Cleber e 22 abstenções, é a prova nítida de que há uma grande divisão no que um dia foi um grupo.

Guilherme: Só existe divisão na cabeça da Dra. Daniela Teixeira que quer a todo custo rachar o grupo para tentar viabilizar sua candidatura à presidência. Temos dois grandes nomes da advocacia que se colocaram à disposição para disputar o cargo de presidente. Ambos preparadíssimos para assumir este elevado encargo. Como ambos são excelentes advogados, a disputa legítima e salutar foi acirrada. Ponto final. Nada mais. É asquerosa a tentativa de desvirtuar o que houve para tentar minar a união deste grupo vitorioso. Coisas da política torpe de quem está com dor de cotovelo por não ter sido escolhida para disputar o cargo de presidente.
Daniela: Muitos talvez não tenham entendido o que aconteceu, mas agora explico, sem meias palavras: o que se deu foi uma traição, pura e simplesmente. Tudo começou quando o atual presidente, Juliano Costa Couto, lançou-se, no primeiro dia de mandato, em uma aventura pessoal de reeleição. Justamente o contrário do que defendemos na campanha na qual formamos a chapa vencedora.

Guilherme: Mentira. Isso não existiu. Aventureira mesmo é a Dra. Daniela Teixeira com seus devaneios de ser presidente da OAB/DF sem ter o apoio do grupo não só por não ter capacidade, mas sobretudo por tê-lo traído. O apoio da Dra. Daniela se restringe a meia dúzia de militantes virtuais que esperneiam sempre que me manifesto.
Daniela: Aventura somente abortada por conta de grave denúncia do MPF que nos colocou diante da triste circunstância de ver um presidente da OAB/DF denunciado criminalmente na Lava Jato por corrupção e, pior ainda, por obstrução de justiça.

Guilherme:
Grave denúncia? Convido todos os colegas advogados para lerem a denúncia ridícula apresentada por um membro doentio e vingativo do MPF que se valeu de sua função para atacar o presidente da OAB/DF. A denúncia é de uma fragilidade, debilidade e vulnerabilidade flagrantes. Um ataque contra o presente da OAB é um ataque contra todos os advogados. E o mínimo que se espera da 02 na cadeira de comando, é que a vice-presidente defenda o seu presidente em vez de se aproveitar deste ataque pessoal para tentar se promover politicamente.
Daniela: Ainda assim, na impossibilidade de ser candidato, Juliano lançou como sucessor seu amigo e parceiro, o atual secretário-geral da entidade, Jacques Veloso. Fez isso sem consultar nenhum dos membros da diretoria, em ritmo de projeto pessoal de poder entre amigos.

Guilherme:
Mentira! A denúncia ofertada pelo MPF não impede o Dr. Juliano Costa Couto de disputar absolutamente nenhum cargo na OAB. O Dr. Juliano entende que já cumpriu com a sua missão, tendo se doado de corpo e alma, inclusive com grave comprometimento de sua saúde e vida pessoal. Quem conhece o Dr. Juliano
Daniela: Ressalto que, para mim e para a maioria dos conselheiros, o líder do grupo é Ibaneis Rocha, o presidente que profissionalizou a administração da Ordem e que garantiu espaço para as advogadas, os jovens e para as subseções.
Guilherme: Novamente a Dra. Daniela tenta dividir o grupo suscitando uma suposta rivalidade entre o Dr. Ibaneis e o Dr. Juliano. Mentira! Dr. Ibaneis e Dr. Juliano estão unidos e imbuídos de um único propósito: dar o melhor de si para a advocacia. Ambos são grandes líderes igualmente respeitados. Assim como o Dr. Jacques e o Dr. Cléber. Ponto final. Eles não são obrigados a pensar igual em tudo. É legítimo e natural do processo democrático que haja divergência e debate. O que não é natural e aceitável é que a Dra. Daniela fique criando intriga e disseminando a discórdia entre os membros do grupo.

Daniela: Ibaneis, em público e no particular, sempre deixou claro que Jacques não está preparado para o cargo de presidente da OAB/DF. Por essa razão, lançou o nome do criminalista Cléber Lopes como candidato, a quem apoiei.

Guilherme: Mentira! O Dr. Ibaneis tem a mais absoluta convicção de que tanto o Dr. Jacques como o Dr. Cléber estão preparadíssimos para assumir a presidência da OAB/DF. É mais uma intriga da Dra. Daniela.

Daniela: Mas, dado o modo como foram feitas, agora, as escolhas, repito: não irei compactuar com uma traição. O atual presidente da OAB/DF não tem condições morais para representar a Ordem, nem, muito menos, para indicar como sucessor quem quer que seja.

Guilherme: O atual presidente tem todas as condições morais para representar a OAB, e o tem feito de forma aguerrida, enérgica e incansável. Convém lembrar à Dra. Daniela, que se autoproclama uma grande criminalista, o princípio constitucional da presunção de inocência. O Dr. Juliano acaba de ser denunciado. Sequer foi julgado. Mas para a exímia criminalista não precisa de processo algum: o Dr. Juliano é culpado e moralmente inidôneo para representar a advocacia.

Daniela: Principalmente um nome sem nenhum respeito pela advocacia feminina. Que trata a nós, advogadas, como figurantes, a ponto de defender nossa representação via escolha por laços de parentesco, sociedade e formosura. É a expressão clássica do machismo dentro da categoria, que pretende, a partir de conselheiros homens, definir qual advogada mulher poderá representá-los. Não somos marionetes e não aceitamos esta tutela. Escolheremos, nós mesmas, as mulheres que de fato nos representam.

Guilherme: Mentira! O Dr. Juliano tem o mais absoluto apreço por todos os advogados, não tendo predileções em decorrência de qualquer fator. É mais uma viagem feminaze e manipuladora de quem quer disseminar a discórdia a todo custo. Se tem coisa que o Dr. Juliano não é, é machista. Quem o conhece sabe disso.
Daniela: Além disso, é triste ver que as pessoas quererem usar a OAB para seus próprios benefícios. Passo longe dessa realidade, porque tenho princípios e com eles sigo na luta pela inclusão das mulheres, dos jovens e das subseções na OAB.
Guilherme: Dra. Daniela poderia passar a demonstrar os princípios morais que diz ser detentora e parar de desferir os vis ataques pessoais ao Dr. Juliano e ao grupo que a acolheu.
Daniela: Meu inconformismo contra o sistema incomoda e tem me custado caro, mas não me curvo à tentativa machista de me imputar a pecha de “difícil” e “geniosa”, tão comum àqueles que, sem argumentos, tentam calar as mulheres que insistem em ter voz.
Guilherme: O inconformismo da Dra. Daniela é pelo fato de não ter sido indicada pelo grupo para disputar a presidência. Seu ego está profundamente ferido. E tomada por profunda dor de cotovelo destila sua peçonha contra o grupo que acolheu.
Daniela: A OAB não é lugar para covardes e gente acomodada.

Guilherme:
Nem para traíras, ególatras e intrigueiros da língua bifurcada.
Daniela: Por isso, com o apoio de todos que acreditam nos meus valores e nas minhas convicções, continuarei a serviço dos princípios que devem nortear uma OAB altiva e independente.

Guilherme: Boa sorte com o seu fã clube virtual, Dra. Daniela.
Daniela: Faço isso com desassombro, e certa de que represento as aspirações de uma maioria cansada desse jogo de cartas marcadas que tanto prejuízo tem trazido a nossa categoria.

Guilherme: Dra. Daniela só representa seus próprios interesses.

Guilherme Pontes

Advogado
P.S.: Aguardo ansiosamente o “contraditório” da militância virtual.

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