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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

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O MANTRA É RENOVAR 

Paula Belmonte (PPS) disputa uma vaga na Câmara Federal por uma coligação com nominata complicada. 
O distrital Júlio César (PRB) e Marcos Pacco (Podemos) são impulsionados pelo voto evangélico e Augusto Carvalho (SD) está em busca da reeleição. 

Para impulsionar a candidatura, a primeira da sua vida, a empresária tem apostado no discurso de renovação e a aproximação com personagens-chave. Não à toa, seu nome já foi associado a Reguffe (sem partido) e Cristovam Buarque (PPS).
O que ela espera realmente ser o diferencial, como afirma, e seguir a cartilha do Protocolo Reguffe ao combater os privilégios dos parlamentares e aproximar a população do gabinete. 
(Veja na íntegra na página do Jornal de Brasília no Facebook)

Por que entrar em um ambiente tão turbulento como o político? 

Houve a Lava Jato, que expôs algo que todo mundo já conhecia, e também aconteceu algo na minha família que nos inspirou a trabalhar com os jovens, com o social. Quando me deparei com a realidade de Brasília, eu falei que eu e meu marido (o advogado Luis Paulo Belmonte) entraríamos para a política. 

Fala-se muito em político corrupto, mas quem coloca esses políticos lá somos nós. 
Temos que entender que a responsabilidade do voto é muito séria. 
Muitas pessoas não tem essa noção e trocam seus votos por cesta básica, tiojolo, ou pegam o primeiro santinho que encontram. 
Então a renovação tem que vir com responsabilidade e capacidade. 
Renovar por renovar não adianta e renovar com família antiga (na vida política) não adianta. 
A maioria dos empresários escolheu entrar na política por meio do partido Novo. Por que você foi para o PPS? 
Eu estava muito preocupada porque no Novo você tem que se cadastrar no partido. 
Quando eu resolvi entrar para a política, em 27 de março, fui procurada pelos grandes partidos e todos me prometeram muita coisa. 
O senador Reguffe, que é um amigo, me indicou o PPS e lá tive possibilidade de fazer uma filiação cívica, e isso me trouxe alegria. 
Não tem ninguém envolvido em Lava Jato, porque o partido também fez essa renovação e o único que tem mandato é o senador Cristovam. 
Acho um movimento fantástico o Partido Novo, tem também o movimento Renova e vários movimentos saudáveis, porque trouxeram a juventude para participar. 
Quando você vai a uma comunidade carente, o jovem está ausente e nem sabe em que a política pode repercutir. 
Eu sempre pergunto: “o que a política faz na sua vida?”. E muitos não sabem. 
E você vai abrir mão dos benefícios relacionados do mandato? 
Vou abrir mão de todos os benefícios e quero combatê-los. 
Se tivermos uma população que esteja junto da gente, é possível. 
Tive oportunidade de morar na Inglaterra e lá você vê o ministro andando de metrô. 
Netos da rainha nascem no hospital público. 
Então por que pagamos auxilio de saúde para os deputados? 
Na Dinamarca, além do salário, o político só tem direito a andar no transporte publico de lá. 
Como defender sua plataforma de mais acesso à educação estando no Congresso? 
A gente pode destinar verbas para isso.
Tenho esse compromisso de que 70% das minhas verbas irão para a saúde e o restante para a educação.
Isso eu posso fazer e incentivar. 
Temos que começar a trazer a conscientização para os jovens sobre o que é a política e como ela pode ser transformadora. 
O nível de corrupção que temos é absurdo. 
Uma das suas estratégias para se apresentar ao eleitorado foi participar de reuniões em diversas cidades. 
O que você mais tem ouvido? 
As pessoas reclamam que os políticos só aparecem de quatro em quatro anos e das promessas não cumpridas.
É a favor de que políticos devam usar os serviços públicos?
Nós damos dinheiro para o governo fazer o serviço, mas nós pagamos serviço de saúde particular para o deputado. 
Por isso, sou contra privilégio de político.
A renovação tem que vir, abrindo mão dos privilégios e combatendo eles.
Se a população estiver conosco fazendo pressão, a gente começa a acabar com a profissão de político e faz políticos do p o v o. 
Por que tem se aproximado de candidatos de partidos concorrentes ao seu? 
Hoje o partidarismo no Brasil não funciona. 
Eu acredito na política de construção.
Se for para o benefício coletivo, não existe problema.
Mas tive o cuidado de não me envolver com quem já teve m a n d a t o. 

Pane no sistema O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) divulgaria ontem o tempo de televisão e rádio nas eleições deste ano. 
Só que uma pane no sistema embolou o meio de campo na divulgação das fatias para as campanhas de deputado distrital. 
O tropeço partiu de uma falha técnica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
Tudo está bem documentado, mas sem crise. 
Segundo os juízes eleitorais, a correção foi feita. 
Hoje, os tempos serão devidamente publicados na página da corte.

Jornal de Brasilia matéria do Alto da Torre 24/08/2018
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