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terça-feira, 21 de agosto de 2018

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Sindicalistas criticam ausência de governador do DF: “Falta diálogo”
Governador informou, de última hora, que não participaria de evento promovido pelo Metrópoles e parceiros por conta de caminhada política

Representantes dos sindicatos parceiros do Metrópoles nas sabatinas realizadas com os candidatos ao Governo do Distrito Federal criticam a ausência de Rodrigo Rollemberg (PSB). O postulante à reeleição avisou, na manhã desta terça-feira (21/8), que não participaria do evento, às 10h30, por conta de caminhada que resolveu realizar em Santa Maria como atividade de campanha eleitoral.
Participam da conversa, ao vivo, Paulo Roberto, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Bruno Telles, presidente do Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia), e Rafael Sampaio, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo). No segundo bloco, são entrevistados a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, e o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rodrigo Rodrigues.

Acompanhe:
O presidente do Sindepo disse que o governador seria questionado sobre assuntos pertinentes aos servidores do DF, entre outros temas. “Ele não esteve aqui para responder a nossa pergunta: ‘Senhor, como fará para reestabelecer o diálogo com a nossa categoria?'”, disse Sampaio. Segundo ele, Rollemberg não tem debatido com os policiais. “Nunca existiu conversa com esse governo dentro da corporação. Isso é pernicioso”, avaliou.
O líder da categoria de delegados critica, ainda, a gestão do atual diretor-geral da PCDF, Eric Seba. “Vivemos vários dramas de quadros da polícia civil. Tivemos quase um terço das delegacias fechadas fora do horário de expediente. De um mês parado outro, deixamos de registrar quase 5 mil ocorrências de roubo a pedestres”, pontuou Sampaio.

O presidente do Sindperícia denunciou a falta de transparência nos números do GDF. “Agora, um duplo homicídio é contabilizado como um crime só”, disparou. Telles vai além: “uma das táticas de mau gestor é manipular as estatísticas. Os dados podem ser oficiais, mas você não os acha publicados”.

Falta de investimentos
Por sua vez, o vice-presidente do Sinpol-DF lamentou a ausência do candidato na sabatina. “Os três milhões de habitantes também devem lamentar pois gostariam de ouvir o governador”, declarou.

Segundo Paulo Roberto, a Polícia Civil tem apenas 15% de participação no fundo constitucional, que é repassado pela União para a folha salaria da Segurança Pública, Saúde e Educação. “O nosso efetivo hoje é inferior ao de 1993. Além dos 3 milhões de habitantes, temos 1,5 milhão de pessoas que moram no Entorno do DF que vem pra cá”, apontou.

Rafael Sampaio lembrou, também, que Rollemberg descumpriu promessa, feita na campanha de 2014, de pagar a paridade da Polícia Civil com a Federal. Ele reforça que o compromisso era de equiparar as remunerações após a União fechar acordo com a Polícia Federal, em 2016. “Todo governo que é corrupto tem medo de investir em investigação”, atacou.

Ele destacou a Operação 12:26, que apura suposto tráfico de influência e advocacia administrativa na atual gestão. “Todos os indícios é de que esse é um governo corrupto”, atacou o dirigente.

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