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terça-feira, 11 de setembro de 2018

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Durante caminhada pelo Setor Comercial Sul, nesta terça-feira (11/9), o candidato ao Palácio do Buriti Alberto Fraga (DEM) disse ter recebido ligação anônima que o alertava sobre possível represália se comparecesse em agenda marcada para o próximo sábado (15) na cidade Estrutural.
De acordo com o deputado federal, o tom era de ameaça. “Não sei quem era. Só me disseram o seguinte: ‘dia 15 você tem uma reunião na Estrutural. Acho bom você não vir’”, contou o candidato.
Questionado sobre o ocorrido, o buritizável não cogita cancelar o compromisso nem ampliar sua escolta. “Vou para a Estrutural com o pessoal de sempre. Não é com isso que vão me tirar da rua. Faz tempo que não atiro em alguém. Quem sabe é a hora de voltar”, reagir.
Caps
Mesmo após a ligação, o candidato continuou o trajeto entre os estabelecimentos da região. Entre as reivindicações de comerciantes, a localização do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) dentro do Setor Comercial Sul é o maior problema. Segundo Maria Antônia Pedroso, 51 anos, gerente de um dos quiosques do local, a presença dos moradores em situação de rua afugenta os clientes e causa insegurança.
“Eles roubam e passam aqui xingando a gente. Como mulher, me sinto muito indefesa. Por causa do Caps logo à frente, eles vivem pelo comércio. Mas, não adianta. Eles recebem atenção e logo depois se drogam e ficam agressivos. Eu apoio o programa, mas deveriam colocar a unidade em um lugar mais apropriado”, sugere.
O postulante não apresentou solução específico sobre o assunto. “Se eleito, vou precisar repensar sobre o Caps aqui na região. O centro está servindo como ponto para bêbados e viciados. Isso está fazendo com que comerciantes abandoem o Setor Comercial. Claramente, não está funcionando”, pontuou.
O democrata também comentou sobre planos para a mobilidade no Setor Comercial Sul e que não pretende implementar o Zona Azul (vagas rotativas pagas). “Quero voltar com os estacionamentos subterrâneos ou com o edifício garagem. Investir na ideia do Zona Azul é mais complicado porque a área seria muito pequena. Temos que focar em algo eficiente e que funcione por um bom tempo”, prometeu.
Parcelamento de dívidas
Pela manhã, Fraga participou de café no Sindicato da Carreira de Auditoria Tributária do Distrito Federal (Sinafite-DF), onde ouviu do presidente da entidade, Ésio Vieira de Araújo, que os contribuintes devem ao Governo do Distrito Federal (GDF) cerca de R$ 30 bilhões.
O postulante ficou espantado com a situação do Programa de Recuperação Fiscal (Refaz) – um mecanismo destinado a regularizar créditos decorrentes de débitos relativos a tributos. “O contribuinte não quer pagar o valor inicial para depois conseguir desconto na renegociação. Nós temos que disciplinar o processo de descontos. Uma solução poderia ser a suspensão da Refaz por uns dois ou três anos”, disse.
Outra exigência da categoria é o reajuste salarial. Sobre o assunto, Fraga foi cauteloso – postura que vem adotando em encontros com todos os sindicatos. “Não posso afirmar que vou conceder aumento para todos, porque não sabemos da situação real. Primeiro, nós precisamos ser mais eficientes na arrecadação tributária e só depois falar em melhoria nos salários”, avaliou.

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