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domingo, 30 de setembro de 2018

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Para manter campanha viva, buritizáveis colocam pesquisas em xeque
Com o cenário ainda indefinido, segundo os dados dos levantamentos, candidatos ao GDF acusam institutos de não refletirem realidade do DF
Na reta final rumo ao encontro dos eleitores com as urnas, no dia 7 de outubro, os candidatos que disputam a principal cadeira do Palácio do Buriti minimizaram, neste sábado (29/9), os resultados das recentes pesquisas de intenção de voto. Durante agendas de campanha, os buritizáveis questionaram os números que deixam Eliana Pedrosa (Pros) e Ibaneis Rocha (MDB) como favoritos à corrida pelo segundo turno.

Em agenda de campanha em Taguatinga na tarde de sábado (29/9), Eliana colocou que não está desanimada com o resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta (28). A sondagem apontou o concorrente Ibaneis Rocha (MDB) como líder, portando 24% das intenções de votos. A ex-deputada distrital aparece com 16%, na segunda colocaçao.

“A leitura que tenho da sondagem não é a de que Ibaneis está liderando. Temos outra pesquisa de poucos dias atrás com outro resultado. Isso só me leva a querer trabalhar mais. Nós não vamos alterar nada do cronograma em função desse resultado. Ao contrário, só me faz querer insistir até o último dia”, garantiu.

Sem oscilar nos índices de intenção de voto, e líder na rejeição do eleitorado brasiliense, conforme apontou o levantamento, o atual governador Rodrigo Rollemberg segue confiante no avanço ao 2º turno. “Estou cada dia mais animado e tenho acesso a pesquisas que mostram indicadores diferentes. Estou confiante”, acredita. A apenas oito dias das eleições, 52% dos eleitores disseram não votar no candidato socialista de jeito algum.

O deputado federal Alberto Fraga também colocou em xeque a credibilidade do levantamento divulgado na sexta-feira (28). De acordo com o resultado, o democrata teria 10% das intenções de voto, o que o deixaria empatado tecnicamente com Rollemberg (12%) e Rogério Rosso (PSD), com 8%.

Rogério Rosso (PSD) visitou o Shopping Popular de Ceilândia e, a exemplo de outros buritizáveis, também desconfiou do resultado das sondagens de intenção de votos. “Essa pesquisa é completamente fake. Não tem como as coisas mudarem nessa proporção. Não acredito nos números colocados”.

Em ascensão, Ibaneis Rocha participou de carreata pela QNP 30 de Ceilândia Sul, onde falou a respeito do seu desempenho nos estudos de intenções de voto. Com 24% da preferência do eleitorado, o emedebista ultrapassou Eliana Pedrosa (Pros), até então líder na sondagem. “Pesquisa só serve para orientar. Vou trabalhar todos os dias”, adiantou.
O advogado riu ao ser questionado acerca das suspeitas lançadas por alguns de seus adversários em relação à confiabilidade das pesquisas: “Acho engraçado essa dúvida sobre o trabalho de instituições tão sérias. Quando eles estavam na frente, as pesquisas eram corretas. Agora que estão ficando para trás, não valem mais”, ironizou.
Votos volúveis
Cientista político da Universidade de Brasília (UnB) e mestre em governança pela George Washington University, Aurélio Maduro avalia que o discurso dos candidatos tenta manter unida a militância e fidelizar os votos dos indecisos, grupo bastante influenciado pelo resultado das pesquisas.

“Historicamente, na última semana da eleição, 30% dos eleitores são volúveis e muita coisa pode mudar. A partir de agora, esse grupo de cidadãos que não estão firmes com seus candidatos podem trocar de voto a partir de qualquer informação nova”, analisa Maduro.

“Com tantas diferenças regionais, as amostragens no DF precisam ser muito cuidadosas. Cada localidade tem sua identidade política e isso pode impactar diretamente nos números finais desses estudos. Se pararmos para analisar, nas últimas eleições, os institutos erraram bastante. Acredito que pesquisas revelam um retrato atual que serve para auxiliar, não para ter nelas uma resposta definitiva das eleições”, concluiu.

Para o mestre em ciência política pela UnB Wladimir Gramacho, tanto Ibope quanto Datafolha são institutos de pesquisa “sérios e com muitos anos de trabalho”. No entanto, segundo o especialista, a eleição no DF tem demonstrado grande volatilidade nas intenções de voto.

“É um cenário de disputa aberta entre cinco candidatos por duas vagas no segundo turno. É natural, portanto, que os números variem nesta reta final. Não vejo sentido nas críticas. Importante lembrar, entretanto: pesquisa não é prognóstico. Ela indica apenas a intenção de voto neste momento”, reforçou
Os demais candidatosPela manhã, a postulante do PSol ao GDF, Fátima Sousa, participou de carreata na Estrutural. Durante a tarde, a professora integrou a manifestação contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, realizada no centro de Brasília.
Nome do PT para a disputa pelo Executivo local, Júlio Miragaya esteve no Gama neste sábado, acompanhado de sua candidata a vice-governadora, Cláudia Farinha. O candidato Renan Rosa (PCO) passou a tarde de sábado na companhia de apoiadores, durante um “costelaço” no Jardim Botânico.
Antônio Guillen (PSTU), Alexandre Guerra (Novo) e o general Paulo Chagas(PRP) não divulgaram a agenda deste sábado para a reportagem do Metrópoles.

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