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terça-feira, 30 de outubro de 2018

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Entre os governistas, há três nomes. Ibaneis Rocha prometeu ficar de fora das negociações

AV Ana Viriato
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Passadas as eleições gerais, o foco dos distritais recém-emplacados pela capital recai sobre a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa, em 1º de janeiro de 2019. Por ora, ao menos cinco nomes são ventilados para a Presidência. Todos detém experiência na Casa. No páreo, estão Claudio Abrantes (PDT), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Veras (PDT), Rodrigo Delmasso (PRB) e Roosevelt Vilela (PSB). O número tende a reduzir, para que as composições sejam viabilizadas, uma vez que alguns deputados integram o mesmo grupo político.
Para o clareamento do cenário, precisa-se definir qual governista concorrerá: Abrantes, Prudente ou Delmasso. A escolha é necessária para evitar um racha na base do chefe do Palácio do Buriti recém-eleito Ibaneis Rocha (MDB) e, consequentemente, a diminuição das chances de vitória. Se o emedebista cumprir a promessa de não interferir na disputa do Legislativo local, os distritais terão de tomar a decisão entre si.
Apesar de integrar o PDT, partido que participou da chapa à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Abrantes, que rompeu com o socialista em meados de 2017, declarou, logo ao início da campanha, apoio a Ibaneis, devido à garantia do emedebista de concessão da paridade salarial da Polícia Civil com a Federal e de pagamento da terceira parcela do reajuste do funcionalismo público. Antes de embarcar de vez na articulação pela Presidência da Câmara, o parlamentar deve passar alguns dias no Goiás e na Bahia.
No segundo mandato, Prudente teve o nome ventilado por ser o único distrital eleito pelo MDB. O parlamentar ainda teve desempenho favorável na corrida eleitoral, com 26.373 votos. Abertamente, o emedebista nega o engajamento na disputa pela Presidência. Contudo, trabalha pela candidatura.
Delmasso tenta se cacifar para a corrida pelo comando da cúpula do Legislativo local com o apoio de parte da bancada evangélica. O distrital colocou o nome à disposição em nome de “um projeto de fortalecimento de mandatos”. “Faríamos isso com uma gestão transparente, ligada à ética e a moralidade”, pontuou. Enfrenta resistência, contudo, em setores do plenário que discordam das bandeiras dele e seu partido, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.
Independência
Correligionário de Rollemberg, Roosevelt Vilela lançou o próprio nome ao grupo de distritais recém-eleitos que não integram a base de Ibaneis Rocha. “Há a ideia de termos um representante dos estreantes. Mas tudo depende do cenário geral. Nada nos impede de prosseguir ou recuar”, pontuou. Eleito pela primeira vez de forma direta, o socialista chegou a assumir o mandato na Câmara Legislativa nesta legislatura, à época em que Joe Valle (PDT) se licenciou para assumir a Secretaria de Trabalho.
Com a terceira maior votação para o Legislativo local e um discurso de independência, Reginaldo Veras engajou-se na disputa. Para decolar, no entanto, a candidatura precisa ser discutida com o correligionário Claudio Abrantes, dada a inviabilidade de dois representantes do mesmo partido no confronto. O PT, dos distritais eleitos Arlete Sampaio e Chico Vigilante, não lançará nomes à corrida pela Presidência.

Fonte: Correio Braziliense
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