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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

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DF elegeu cinco mulheres para Câmara. Na atual gestão, há só uma parlamentar do DF: Erika Kokay (PT), que conseguiu a reeleição(foto: Luis Macedo/Camara dos Deputados)

Conheça os oito eleitos para a Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal
Com o maior número de mulheres da sua história e apenas uma candidata reeleita, os representantes do DF na Câmara federal prometem lutar por uma legislação mais dura para punir os criminosos a outras que facilitam o acesso ao aborto
MM Mariana Machado - Especial para o Corre
DF elegeu cinco mulheres para Câmara. Na atual gestão, há só uma parlamentar do DF: Erika Kokay (PT), que conseguiu a reeleição(foto: Luis Macedo/Camara dos Deputados)
O Distrito Federal elegeu a maior bancada feminina da sua história para a Câmara dos Deputados. Dos oito nomes que assumem os postos em 2019, cinco são mulheres. Na atual gestão há só uma parlamentar feminina, Erika Kokay (PT), que também é a única deputada federal que conseguiu a reeleição. Dos sete novatos no Congresso Nacional, três são deputados distritais: Julio Cesar (PRB), Professor Israel (PV) e Celina Leão (PP).
Três estreantes na disputa por cargos eletivos foram eleitos: a ativista pró-Bolsonaro Bia Kicis (PRP), o youtuber Luis Miranda (DEM) e Paula Belmonte (PPS), esposa do advogado Luis Felipe Belmonte, segundo maior financiador de campanhas do DF. A mais votada para a Câmara dos Deputados é Flávia Arruda (PR), empresária e mulher do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Ela foi candidata a vice-governadora do DF em 2014, na chapa de Jofran Frejat (PR), após o marido ter a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.
FLÁVIA ARRUDA (PR)Total de votos: 121.340 votos
Onde recebeu mais votos:
Planaltina e Arapoanga, com 15.357
Candidata a vice-governadora em 2014 (Chapa Jofran Frejat)
Candidata mais votada no Distrito Federal na disputa pela Câmara dos Deputados, Flávia Arruda (PR) entrará no Congresso Nacional para lutar pela sociedade, segundo ela. “Minha bandeira é o povo, vou defender muito a educação e a valorização da mulher”, assegura. Mulher do ex-governador José Roberto Arruda (PR), Flávia disputou o cargo de deputada federal pela primeira vez, munida de um investimento na campanha de R$ 2,4 milhões, oriundos do partido.
A futura deputada federal diz não ter prontas as propostas que apresentará no próximo ano, mas garante estar entre seus objetivos lutar por punições mais rígidas para condenados por violência doméstica e feminicídio. “Elas estão sendo vítimas apenas por serem mulheres, por serem consideradas inferiores e frágeis. É preciso uma punição mais rígida, além de investir na prevenção para que novos casos não continuem ocorrendo”, ressalta. Flávia também comemorou a numerosa presença de mulheres na bancada brasiliense.
A empresária defende ouvir a opinião sobre as principais reformas em tramitação no Congresso Nacional. “A trabalhista é necessária, tendo em vista que temos uma lei muita antiga, mas acredito que alguns pontos precisam ser revistos. A reforma trouxe alguns avanços, mas em outros, como relacionados à terceirização e em diminuir o mercado de trabalho, é preciso ser reavaliado.”
A futura parlamentar também pretende se colocar contrária à criminalização de notícias falsas, as chamadas fake news. “É algo muito sério que está atacando toda sociedade, não só os políticos. Mas não sei se criminalizar é o caminho certo. É necessário conscientização, para que as pessoas que repassam pesquisem um pouco mais sobre o que está lendo”, aponta.
O PR decidiu ficar neutra em relação à Presidência da República, no segundo turno, mas Flávia vê negativamente a polarização do país, e que não pretende atuar como oposição independente de quem seja eleito. “Não quero estar na Câmara para brigar com ninguém, pois preciso estar perto do presidente para trazer benefícios para a população. Sou mais da linha da convergência e de agregar, brigar não é da minha personalidade.”
ERIKA KOKAY (PT)89.986 votos
Onde recebeu mais votos:
Asa Norte, Vila Planalto e Águas Claras, com 8.651
Deputada distrital (2002 e 2006) e deputada federal (2010, 2014 e 2018)
A cearense, eleita como deputada federal pela terceira vez seguida, pretende manter a linha de defesa dos direitos humanos que manifestou na Câmara em seus últimos mandatos. “A defesa dos direitos da classe trabalhadora, o combate ao sexismo, à misoginia, ao racismo e à lgbtfobia fazem parte da minha trajetória”, lembrou Érika Kokay. A petista é uma das cinco mulheres eleitas pelo Distrito Federal, proporcionalmente a maior bancada feminina do país. Ela destacou a importância de se reconhecer esse momento, mas acredita que ainda falta muito para a igualdade. “Não basta ser mulher, é preciso fazer política como mulher e ter compromisso com a equidade de gênero”, observou.
Erika ressaltou ainda a necessidade de se falar em assuntos polêmicos, como o aborto. “É preciso entender que o aborto existe no Brasil. A criminalização não impede que ele aconteça, mas significa considerá-lo como uma questão de saúde pública. Enquanto se busca preservar a criminalização, as mulheres vão continuar morrendo, vítimas de uma clandestinidade”, avaliou.
A deputada também colocou como uma das prioridades no ano que vem a revogação da reforma trabalhista e da PEC dos Gastos, além da luta contra a reforma da Previdência, que chamou de inaceitável na forma como foi proposta. Ela destacou ainda a necessidade de uma reforma tributária e outra política. “É preciso a eliminação de desigualdades. A reforma mais difícil de acontecer é a tributária. A gente não consegue avançar num caráter mais justo e menos regressivo”, lamentou.
Um dos Projetos de Lei de Erika Kokay em tramitação no Congresso Nacional torna crime a disseminação as fake news. “Não se pode confundir a liberdade de expressão com difusão de inverdades ou mentiras construídas na perspectiva de se desviar a discussão da diferença de ideias, da forma de pensar e transformar isso numa discussão caluniosa”, disse a deputada.
Quanto ao segundo turno das eleições, ela dá apoio ao companheiro de partido Fernando Haddad, e reforçou oposição a Jair Bolsonaro (PSL), afirmando que ele traria uma continuação do governo Temer. “É assustador que tenhamos no Brasil o fascismo tão sem modéstia. Ele se mostra como é, na construção de uma sociedade com muito ódio.”
BIA KICIS (PRP)86.415 votos
Onde recebeu mais votos:
Taguatinga Sul, Taguatinga Centro, Arniqueira e Águas Claras, com 8.479
Estreante
Dona de 70% dos votos da coligação de que faz parte, a ex-procuradora do Distrito Federal Bia Kicis (PRTB) é uma das novidades no Congresso Nacional. Ela recebeu apoio do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), de quem é fiel apoiadora. Bia afirma que a expressiva votação veio a partir da atuação como ativista. “Agora, vou sair dos gramados do Congresso, onde sempre protestei, e ir para dentro, onde continuarei lutando para resgatar o país”.
Conhecida na internet como “a federal de Bolsonaro no DF”, ela pretende seguir pautas semelhantes às do candidato que apoia. “Eu acredito piamente que o próximo presidente será o Bolsonaro. Não vejo a menor possibilidade de ser o Haddad, que representa o Lula, um condenado que está dando ordens de dentro da prisão.” Bia afirma que atuará no Congresso apoiando as reformas de Bolsonaro. “A bancada que está entrando por Brasília vai fazer com que o Bolsonaro tenha, sim, a maioria dentro do Congresso.”
Segurança será a prioridade da futura deputada federal. “Tenho projetos para alterações das leis de execução penal, para acabar com os saidões e mexer no formato das audiências de custódia, que hoje só servem para punir o policial e devolver o criminoso à rua”. Bia também vai lutar pela redução da maioridade penal.
A ex-procuradora vê com bons olhos a renovação no Congresso Nacional e comemora a grande bancada feminina no DF. “A violência que a mulher sofre é exatamente porque a punição é muito branda. Se mexermos com a impunidade, ela e toda a sociedade vão ser atendidas.” Bia afirma que não deve se tratar a violência da mulher como algo à parte do que ocorre com o resto dos brasileiros. “Não me agrada essa separação, mulher, homem e feminicídio, é tudo uma bobagem. Em um homicídio, um ser humano foi morto e a lei já prevê os agravantes”, opina. “Essas leis que separam na verdade ficam segregando as pessoas e trazendo uma separação que, creio eu, não é boa”, completa. A futura parlamentar também se considera pró-vida, e é contrária à descriminalização do aborto.

PAULA BELMONTE (PPS) 46.069 votos
Onde recebeu mais votos:
Planaltina e Arapoanga, com 4.229
Estreante
Aos 45 anos, Paula Belmonte se prepara para encarar um plenário pela primeira vez. A deputada eleita, que focou a campanha na defesa das crianças e do incentivo ao empreendedorismo, vai manter a bandeira dentro do Congresso Nacional. “Como empresária, sempre tenho isso como meta para gerar emprego, porque isso tem impacto direto na criança. Quando pai e mãe têm emprego e dignidade, a criança cresce num ambiente mais saudável”, declarou.
A deputada disse que espera conversar com os colegas eleitos pelo Distrito Federal para propor a criação de uma comissão permanente de fiscalização do fundo constitucional. “Vejo que a renovação (dos nomes na Câmara Federal) é importante e acredito que todos entram com o desejo de mudar um pouco o que estava sendo feito”. Paula, que é do mesmo partido do senador Cristovam Buarque (PPS), disse que abraçará os projetos dele. “Tenho compromisso de dar continuidade” afirmou a empresária.
Ela deu ênfase à necessidade de se fazer uma reforma tributária, mas acredita que primeiro é necessário ouvir a sociedade. Afirmou também que é impossível o país sobreviver sem uma reforma Previdenciária. “Acho importante manter direitos adquiridos mas temos de combater a super aposentadoria.”
Paula faz parte da nova bancada feminina de 77 mulheres que comporão o plenário da Câmara em 2019, mas ela acredita que o país ainda está aquém de uma real representatividade. “Tivemos esse grande número de mulheres no Congresso, mas quando a gente fala da Câmara Legislativa, diminuiu”, lamentou.
Nas comissões, a deputada vai encarar pautas que envolvem a mulher, como a descriminalização do aborto. “Sou a favor da vida, mas em todas as nuances, desde a gestação até o nascimento. É importante encarar, com a mesma dedicação do pró-vida, as crianças que estão abandonadas pelo Estado, usadas no tráfico de drogas e criminalidade”, afirmou. Ela não falou em propostas para mulheres, mas disse que, apesar de ser boa, a lei Maria da Penha não é aplicada com firmeza.
Assim como os colegas eleitos, também é a favor da criminalização de fake news, mas defendeu que a punição recaia sobre quem as cria. “Tem gente que compartilha de má-fé, mas tem quem compartilhe de boa-fé. Para o segundo turno das eleições, ela preferiu não declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência, mas disse que os eleitores que elegeram os deputados do PSL, partido de Jair Bolsonaro, o fizeram por querer um Brasil sem corrupção. “Acredito que é a expectativa de todos nós: um Brasil mais justo.”
LUIS MIRANDA (DEM)65.107 votos
Onde recebeu mais votos: Samambaia (exceto as quadras 500 e QR 317), com 5.193
Estreante
O empresário Luis Miranda (DEM) mudou-se para Miami, nos Estados Unidos, em 2014, após a reeleição da ex-presidente Dilma Rouseff (PT), e ficou por lá até o período do começo da campanha eleitoral. Ele se tornou famoso na internet devido a canal do YouTube onde dá dicas de como imigrar legalmente para os Estados Unidos e empreender por lá. No Congresso Nacional, afirma que atuará na “defesa da sociedade brasileira contra ideologias socialistas que se mostraram defenestradas em lugares que foram implementadas”.
O futuro parlamentar quer impulsionar o livre comércio e reduzir imposto. “É imperioso lembrar que países prósperos iguais aos Estados Unidos possuem toda uma logística política, econômica e social voltada para o trabalho, este sim, o maior programa social de um governo, e terá todo o meu apoio na Câmara dos Deputados.” Por isso, o empresário quer trazer propostas de lei para o fomento do emprego, da livre iniciativa, da reforma fiscal e do incentivo à ciência e tecnologia, principalmente nas áreas da educação, saúde e segurança.
Em relação a propostas de emenda constitucional, as PECs, Luis Miranda busca articulações para reunir um terço dos deputados e propor o fim de desarmamento vigente, a redução da maioridade penal, e a teoria do dano, proposta que ele registrou em cartório, onde o acusado pagará à vítima e não mais ao estado por meios de fianças e afins.
O futuro parlamentar defende também uma reforma tributária e política “nos moldes de países de sucesso que as implementaram”. O empresário acredita que os altos tributos no país, o custo Brasil e suas intempéries reduzem o crescimento de forma inexorável. “Proponho uma redução aguda nos impostos, principalmente no combustível, que é o motor da economia hoje no Brasil, e defenderei também impostos únicos estaduais e federais, gerando, assim, maior accountability e mais assertividade no emprego dos recursos públicos”, pontua.
JULIO CESAR (PRB)79.775 votos
Onde recebeu mais votos:
Planaltina e Arapoanga, com 6.383
Secretário de esporte (2012), deputado distrital (2014) e deputado federal (2018)
O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Julio Cesar sai de um mandato na Câmara Legislativa para ocupar uma cadeira como deputado federal, em 2019. Ele, que foi secretário de Esportes no governo Agnelo (PT), levará essa como uma das três bandeiras de atuação. As outras duas serão a busca de recursos para o Distrito federal e a defesa da família tradicional. “Sou evangélico e vou defender tudo que for contrário à ideologia de gênero”, declarou.
O deputado ainda não elaborou as propostas que deseja levar ao Congresso. “Nos três meses que ainda tenho antes de tomar posse, vou pegar tudo que ouvi nos 45 dias (de campanha) e buscar projetos que ajudem a população. A Câmara Federal é muito diferente, quero muita calma e responsabilidade”, explicou.
Ele se posicionou contra a proposta apresentada de Reforma da Previdência e acredita que ela precisa ser rediscutida. “Do jeito que está não pode ficar. Com os novos deputados, houve uma renovação gigantesca e isso poderá ser novamente discutido”, explicou.
Julio, que declarou voto ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, acredita que uma Reforma Tributária também precisará ser discutida com o presidente eleito. “A gente vê que um dos mecanismos para levantar a economia é a discussão da Reforma Tributária. Sabemos que não é tão fácil, mas precisamos debater e, assim como foi votada a reforma trabalhista, a gente precisa discutir.
Julio Cesar também se comprometeu em defender as mulheres e evitar a discriminação. “A mulher vem a cada dia mais ocupando não só espaço dela, como avançando muito. Tanto nas câmaras federais quanto estaduais, a gente tem visto que esse número tem crescido muito. O país ganha com renovação”, destacou. Ele se posicionou contra o aborto, mas disse que são necessárias discussões a respeito do tema para casos como os que envolvem estupro, por exemplo.
O combate às fake news também é bandeira do deputado. “É um crime querer denegrir a imagem de qualquer tipo de pessoa. Meu partido hoje participa da frente parlamentar em relação a isso. Nós somos atuantes e quero também no ano que vem participar”, disse.
PROFESSOR ISRAEL (PV)67.598 votos
Onde recebeu mais votos:
Taguatinga Sul, Taguatinga Centro, Arniqueira e Águas Claras, com 5.256
Deputado distrital (2010 e 2014) e deputado federal (2018)
Após oito anos como deputado distrital, o professor Israel Batista se prepara para encarar o Congresso Nacional, aos 36 anos. Assim como na Assembleia Legislativa, ele pretende levar a educação como principal bandeira, com foco em tornar nacional a lei de proteção ao professor (5.531/2015) em vigor no Distrito Federal, além de discutir reajustes salariais. Na visão do deputado, a referência para os reajustes devem ser os educadores e, a partir daí, se estabelecem o das demais categorias.
Dentro do mesmo tema, ele se posicionou contra as propostas de “escola sem partido”, que chamou de “erro”. “Você aplica um remédio que mata o doente. Precisamos ter incentivo a mais diálogo na escola, a mais tipos de posições e ao contraditório”, afirmou. Segundo ele, é fundamental que todos tenham o direito de se manifestar dentro do ambiente escolar. “Leis de mordaça não vão surtir o efeito de que a gente precisa”.
Também defendeu a importância de uma lei que torne crime a divulgação de fake news. “Esse tipo de notícia que se aproveita da inocência de pessoas que não têm uma leitura mais sofisticada é criminosa, porque dissemina mentira”, acredita. “Quando a gente fala de fake news, a gente não pode se esquecer de que essa difusão é feita por pessoas que se acham corretas, éticas e de bem. Mas elas não pararam para pensar que elas estão mentindo”, completou.
Das pautas em tramitação no Congresso Nacional, o deputado se colocou contra a proposta apresentada para reforma da Previdência, mas afirmou que é algo necessário, aliado a uma reforma Tributária.Para Israel, o aumento da participação das mulheres do DF na Câmara é uma marcha inexorável no país. “Nós vamos ter uma representação verdadeira quando nós mudarmos o comportamento que vem de dentro de casa”, avalia.
Sobre a descriminalização do aborto, ele afirmou que é algo que precisa ser discutido de maneira mais serena e menos apaixonada. “Hoje, a política brasileira de combate ao aborto gera uma matança de bebês. As mulheres não sentem segurança para buscar um tratamento, elas têm medo. Em países que fizeram políticas sobre o aborto, que deram acolhida às mulheres, a quantidade de abortos despencou”.
No segundo turno das eleições, que chamou de plebiscitária, Israel disse que não apoiará nenhum dos candidatos a presidente. “O país perdeu a razão, essa é a verdade. Nós (o partido) acreditamos que duas posições tão antagônicas, tão radicais, estejam se chocando e colocando o país à beira de um precipício”, lamentou. Na visão dele, quem quer que seja eleito terá grandes dificuldades de governabilidade.
CELINA LEÃO (PP)36.610 votos
Onde recebeu mais votos:
Sobradinho I e II, com 2.982
Deputada distrital (2010 e 2014) e deputada federal (2018)
Após dois mandatos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), onde chegou a ser presidente, Celina Leão (PP) decidiu tentar o posto de deputada federal, sendo a aposta do partido, que investiu R$ 1,8 milhão da direção nacional da sigla na campanha. Formada em administração de empresas e estudante de direito, é casada e mãe de dois filhos.
Na CLDF, Celina Leão foi autora de 43 leis. Uma das iniciativas da deputada são medidas que garantem ao brasiliense desconto de 40% no pagamento das multas de trânsito. Sua primeira medida foi uma representação junto ao Tribunal de Contas (TCDF) para que o Departamento de Trânsito (Detran/DF) aderisse ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) e, depois, a Ação Popular, junto ao Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), que fez com que o Detran-DF aderisse ao sistema.
É também da distrital a Lei 5.751/2016, que estabelece horários de uso das faixas do transporte público urbano do Distrito Federal e dos demais veículos autorizados nas faixas exclusivas. A lei foi aprovada pela Câmara Legislativa do DF e publicada em Diário Oficial em dezembro de 2016.
Em 2017, Celina e outros quatro distritais se tornaram réus por corrupção passiva, acusados de envolvimento com o pagamento de propina na Câmara Legislativa. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, foi recebida pelo TJDFT em processo decorrente da operação Drácon. Na semana anterior às votações do primeiro turno, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, recurso da deputada pedindo anulação do processo.
O Correio tentou, desde quarta-feira, um contato com Celina Leão, por telefone e por meio da assessoria de comunicação dela, sem sucesso. Assessores alegaram que a parlamentar estava viajando, por isso não pôde retornar as ligações até o fechamento desta edição.

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