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sábado, 17 de novembro de 2018

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Com a decisão proferida em audiência de custódia, Jonathan vai responder ao processo em regime fechado(foto: Divulgação / PCDF)

Justiça determina prisão preventiva do assassino de Guilherme Martins
Com a decisão, Jonathan Sousa Lopes vai responder ao processo em regime fechado. Crime aconteceu na última terça-feira (13/11)

MM Mariana Machado - Especial para o Correio
Com a decisão proferida em audiência de custódia, Jonathan vai responder ao processo em regime fechado(foto: Divulgação / PCDF)
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A 4ª Vara Criminal de Ceilândia converteu em preventiva a prisão de Jonathan Sousa Lopes, 20, acusado de assassinar Osterno Guilherme Martins Linhares de Sousa, 16 anos na última terça-feira (13/11), a poucos metros de casa, no Setor O de Ceilândia. Com a decisão, Jonathan responderá ao processo em regime fechado. No termo de audiência, a juíza Lorena Alves Ocampos atestou que se constata a materialidade do delito, bem como a existência de indícios de que o acusado seja autor do crime.
Jonathan já tinha passagem por ato infracional análogo ao crime de roubo quando era menor de idade, o que o fez ficar 3 anos internado. A juíza destacou que apesar de isso não poder ser considerado para fins de reincidência ou maus antecedentes, justifica a manutenção da prisão preventiva, evidenciando a periculosidade e risco concreto da prática de novos delitos. “O fato é grave e a prisão se mostra necessária”, afirmou. A decisão foi acompanhada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Conhecido como Dente de Ouro, ele ganhou a liberdade em fevereiro depois de cumprir as medidas socioeducativas. Em junho, policiais militares o flagraram em um assalto a uma loja de informática, também no Setor O. O delegado Ricardo Viana, chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), disse ter pedido a prisão preventiva de Jonathan em setembro, mas a Justiça negou a detenção do suspeito.
Ricardo Viana garantiu não haver dúvida sobre a culpa de Jonathan no assassinato de Osterno Guilherme. “As nossas investigações levantaram nomes de todos que eram conhecidos por roubo na região e, por fim, chegamos ao Dente de Ouro. Testemunhas confirmaram ter sido ele o autor dos disparos”, relatou. Jonathan negou o crime. Afirmou ter consumido drogas e dormido por 17 horas seguidas, no dia em que o adolescente morreu a tiro, o que foi desmentido pela família do acusado, segundo os investigadores.
Relembre o crime
Na terça-feira, Guilhermes, como era conhecida a vítma, foi liberado mais cedo da escola onde cursava o 2º ano do Ensino Médio, no Centro Educacional 15 (CED 15), a cerca de 100 metros da casa dele. Como era de praxe, quando saía, ia trabalhar na loja do pai, uma oficina de estofados no P Norte. Ele caminhou até a porta de casa, de onde ia usar o sinal de internet wi-fi para mandar uma mensagem ao pai, sargento do Corpo de Bombeiros, pedindo que o buscasse.

Como não havia ninguém em casa e ele não tinha a chave da porta, Guilherme mandou a mensagem da calçada e foi caminhando ao ponto onde pegaria a carona, mas só andou por aproximadamente 30 metros até ser abordado por Jonathan, que exigiu o celular do adolescente. Sem hesitar, Guilherme entregou o aparelho, mas, insatisfeito com o modelo simples, o criminoso atirou e fugiu em uma bicicleta. Guilherme cambaleou por alguns metros antes de cair, morto, na esquina de casa. O telefone havia custado R$ 50, como contou o tio da vítima, o fiscal de loja Clodoaldo Martins, 39 anos.

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