quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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Por Lilian Tahan & Gabriella Furquim e colaborou Suzano Almeida

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu sindicância para apurar a manobra feita pelo deputado distrital Lira (PHS) para turbinar os salários de servidores lotados em seu gabinete. A investigação interna deve ser concluída em 30 dias, ou seja, na próxima legislatura.

Lira não foi reeleito e se despede do posto de distrital no dia 31 de dezembro. Mesmo fora do cargo, ele não fica livre de possíveis sanções. Entre elas, a devolução do dinheiro retirado dos cofres públicos.

Como revelou com exclusividade a Grande Angular na manhã da última sexta-feira (14/12), o deputado usou verba pública para distribuir dinheiro a funcionários de seu gabinete. O político se valeu de um artifício aparentemente lícito para turbinar os contracheques de, pelo menos, meia dúzia de comissionados.
Todos eles foram exonerados logo após serem promovidos para altos cargos, recebendo, assim, rescisões volumosas que foram calculadas com base nos salários após os reajustes. As verbas pagas a seis servidores comissionados do gabinete de Lira, em agosto deste ano, somaram R$ 385.845,07.
Logo depois, os ex-funcionários contribuíram com a campanha à reeleição do parlamentar. Ao todo, foram depositados na conta eleitoral do político R$ 31.250 por parte dos comissionados exonerados.
TribunaNesta segunda-feira (17), último dia de atividades legislativas, Lira usou a tribuna para se defender. Disse ser alvo de denúncias “levianas” e apontou “pessoas insatisfeitas por terem sido exoneradas por incompetência” como os responsáveis pelas acusações.

Ele voltou a dizer que “se houvesse alguma irregularidade, as exonerações teriam sido suspendidas no âmbito administrativo”. Ao longo do dia, os demais parlamentares evitaram comentar o assunto.

Confira o vídeo:
Fonte: Metrópoles
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