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sábado, 8 de dezembro de 2018

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Em entrevista ao Correio, Bia Kicis afirma que o Supremo 'é uma vergonha'
A deputada federal eleita destacou o episódio envolvendo o ministro Ricardo Lewandowski com o advogado preso por criticar o STF
Estreante na política e a terceira deputada federal mais votada no Distrito Federal, atrás apenas de Flávia Arruda (PR) e Erika Kokay (PT), Bia Kicis (PRP) se mostrou contrária às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Correio Braziliense nesta sexta-feira (7/12), a deputada federal eleita alegou: "O Supremo é uma vergonha". Bia enfatizou o episódio envolvendo o advogado Cristiano Caiado, que chegou a ser preso na última terça-feira (4/12) após criticar o papel do STF ao ministro Ricardo Lewandowski.
Ainda de acordo com Bia, a segunda turma do STF acaba deixando todos os réus à mercê da impunidade. "A segunda turma solta todo mundo. O José Dirceu, por exemplo, por que ele está solto? É uma vergonha", afirmou a deputada.
Quanto à reforma do Código Penal, assunto que já está sendo discutido pelo próximo ministro da Justiça, Sérgio Moro, a deputada afirmou que já existe uma proposta para a reformulação e acrescentou a necessidade de modificar alguns pontos. "É preciso mexer no Código, porque hoje em dia o bandido está solto, enquanto o cidadão de bem, preso", analisou.
Kicis afirmou também que sua prioridade no Distrito Federal será a segurança pública. A deputada destacou que vai se debruçar sobre as políticas públicas e pretende ter bastante diálogo com o GDF para contribuir com a pasta. No entanto, ela destacou que continua independente quanto ao time montado por Ibaneis Rocha para governar o DF.
Ela ainda acrescentou que não acredita que o partido PSL lançará candidato para presidente da Câmara. Segundo a deputada eleita "é temerário que o parlamentar de primeiro mandato seja presidente da Câmara".
Campanha
Kicis, que revelou ter conhecido Bolsonaro em 2014, contou como surgiu a vontade de ingressar na política brasileira. “Eu queria intervir, mas do lado de fora por meio da minha ONG. Só que percebi que as ONGs de esquerda são alimentadas com rios de dinheiro e a gente não tinha ninguém alimentando nossa associação", explicou a deputada.
De acordo com ela, depois de conversar com várias pessoas sobre seu ativismo, surgiu a ideia de ingressar na vida política. "Estudando, fui vendo que nunca teve revolução por fora (no âmbito político), mas sim por dentro. Como quero participar dessa revolução, decidi me candidatar ao cargo", revelou.


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