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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

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A estrutura encarregada de políticas ligadas ao emprego ficará no futuro ministério da Economia, do coordenador econômico do governo de transição, Paulo Guedes

Onyx confirma desmembramento do Ministério do Trabalho em três pastas
A decisão vinha sendo estudada desde a eleição de Bolsonaro. Em nenhum outro governo, o Ministério do Trabalho foi desmembrado como anunciado
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deixará de ter a estrutura atual. A pasta será desmembrada em três partes, afirmou nesta segunda-feira (3/12), em entrevista à Rádio Gaúcha, o futuro ministro-chefe da Casa Civl, Onyx Lorenzoni (DEM), coordenador do governo de transição do presidente eleito, Jair Bolsoanro (PSL).
A estrutura encarregada pelas políticas ligadas ao emprego ficará no futuro Ministério da Economia, a ser comandado pelo coordenador econômico do governo de transição, Paulo Guedes. A parte que cuida da concessão de cartas sindicais e fiscalização do trabalho escravo deve ficar com o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública, a cargo de Sérgio Moro. O terço restante ficará no Ministério da Cidadania, de Osmar Terra (MDB).
A decisão vinha sendo estudada desde a eleição de Bolsonaro. Em nenhum outro governo o MTE foi desmembrado como propõe a futura gestão. O presidente eleito, no entanto, tem na ponta da língua a resposta para amenizar as críticas. "Ninguém vai mexer na legislação trabalhista. Todos os direitos estão garantidos", rebateu na última semana.
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Auxiliares de Bolsonaro também enfatizam que o desmembramento do ministério não trará prejuízos ao artigo 7º da Constituição, que trata dos direitos dos trabalhadores. O argumento da cúpula política e econômica é o de que não há necessidade de toda a estrutura atual para acompanhar as atividades do mercado de trabalho e a geração de emprego.
Direitos humanosLorenzoni não descartou a possibilidade de a pastora Damares Alves assumir o Ministério dos Direitos Humanos. Ela é assessora do senador Magno Malta (PR-ES), que tem o nome cobrado pela bancada evangélica para assumir um posto no governo. “Mais provável que ela seja confirmada ao longo da semana. Quem confirma sempre, e essa disciplina mantenho, é o presidente", alertou o braço direito de Bolsonaro.

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