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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

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(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Cresce movimento contra Raquel Dodge dentro do Ministério Público Federal
Procuradores ameaçam abandonar cargos em grupos de trabalho e representações para ampliar fórmula de gratificação por acúmulo de função e regulamentação do trabalho a distância
A semana promete ser tensa no Ministério Público Federal (MPF). Procuradores podem abandonar cargos em grupos de trabalho, representações e coordenações e se mobilizar nos estados para convocar o órgão máximo, o Colégio de Procuradores da República, que reúne toda a carreira — 1,1 mil ativos —, em Brasília. Pelas redes sociais, já circula um modelo de ofício de entrega de cargos, amanhã. Para, em seguida, de 11 a 22 de fevereiro, nos estados, ser coletadas assinaturas para a convocação do colégio entre 11 e 15 de março. A insatisfação, que já vinha grande, ganhou corpo na sexta-feira, durante reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, quando a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, encerrou a reunião da cúpula antes de terminar a votação.
O objetivo do reboliço é pressionar a PGR a resolver uma série de questões, pendentes há mais de um ano e meio. Entre elas a ampliação e mudança de fórmula para gratificação por acúmulo de funções, regulamentação do trabalho a distância e debate amplo e detalhado sobre o projeto apresentado por Dodge, de criação de ofícios polo, que não foi bem recebido, porque poderá limitar a liberdade funcional dos procuradores. José Robalinho Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), disse que “dói a entrega dos cargos, pela importância dos grupos de trabalho”. Mas a briga pela paridade da gratificação com os juízes é antiga e se fortaleceu após a restrição do auxílio-moradia para algumas situações.

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