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sábado, 23 de março de 2019

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baneis afirma que o GDF prepara ação judicial para reverter a transferência(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

'Moro não conhece nada de segurança', diz Ibaneis, após chegada de Marcola
Para o governador Ibaneis Rocha, a decisão do Ministério da Justiça de transferir o líder do PCC para o DF é 'o maior absurdo'
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), segue criticando duramente a transferência de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outros três presos para a Penitenciária Federal de Brasília. Neste sábado (23/3), um dia após a chegada ao DF dos detentos, o chefe do Executivo local afirmou que a medida demonstra que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, "não conhece nada de segurança". A decisão de transferir Marcola para Brasília foi do Ministério da Justiça.
Ibaneis alega que o GDF já prepara uma ação judicial com base na Lei de Segurança Nacional para reverter a transferência. "Não se pode trazer um criminoso deste quilate, que arrasta com ele todo o crime organizado. Nós estamos fazendo nossa parte. Ontem pela manhã mesmo, prendemos sete integrantes do PCC aqui no DF. Agora, trazer um criminoso desse para cá, a 6 quilômetros do Congresso Nacional? Isso é o maior absurdo, do ponto de vista da segurança”, afirmou o governador.
Também na sexta-feira, a seção do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), também se posicionou contra a transferência e propôs a desativação do presídio federal de Brasília.
Pedido a BolsonaroO emedebista completou garantindo que vai recorrer ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Na sexta-feira (22/3), pelas redes sociais, Ibaneis já tinha atacado a transferência de Marcola. Na ocasião, ele disse que "trazer o crime organizado para dentro da capital da República é uma verdadeira jabuticaba”.
Marcola chegou ao presídio federal da capital durante a tarde, após ser transportado em um jato da Polícia Federal que saiu de Porto Velho, onde ele estava preso. O criminoso é apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando Capital (PCC).
A mudança de traficantes que lideram a organização criminosa ocorre por conta do esquema de rodízio adotado pelo governo. O objetivo é impedir que os chefes das facções deem ordens para que sejam realizados ataques por quem está do lado de fora das prisões.

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