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domingo, 5 de maio de 2019

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"Quero vê-las separadas, mas juntas de novo", afirma mãe de siamesas
Em uma longa entrevista ao Correio, Camilla Neves, mãe das gêmeas siamesas operadas no último fim de semana, contou a trajetória da família, da descoberta da gestação ao bem-sucedido procedimento
Abrir os olhos, respirar sem ajuda de aparelhos, enxergar sob uma nova perspectiva e de um novo ângulo. Foram 10 meses unidas pelo crânio, por conta de uma anomalia causada por alteração embrionária. Há oito dias, 50 profissionais conseguiram, após uma cirurgia de cerca de 20 horas, separar as garotinhas brasilienses Lis e Mel. Junto com elas, renasceram também uma mãe, um pai e uma família inteira.
O passo nos corredores do Hospital da Criança é apressado, mas nada que tire o sorriso do rosto de Camilla Neves, 25 anos. Ela é parada algumas vezes pelo caminho e atende a todos que a abordam. Inicialmente, a jovem transparece timidez. Mas basta algum tempo frente a frente com a Camilla para perceber que ela é do tipo que gosta de olhar nos olhos.
No último ano, ela se viu obrigada a amadurecer rapidamente para cuidar das duas filhas. Vivia uma rotina normal de estudante até junho de 2018. Acordava pouco depois das 6h. De Ceilândia, pegava diariamente o metrô e um ônibus para chegar à Universidade de Brasília (UnB), onde cursava o sexto semestre de farmácia. De lá, seguia para o trabalho na Secretaria de Saúde. Aos fins de semana, gostava de sair com os amigos, ir ao cinema e assistir a seriados.

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