quarta-feira, 25 de setembro de 2019

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Crime da 113 Sul: Bate-boca entre acusação e defesa esvazia plenário
Troca de farpas entre os responsáveis pela acusação e defesa fez juiz esvaziar o tribunal do júri
No terceiro dia do julgamento de Adriana Villela, um bate-boca entre o assistente de acusação Pedro Calmon e o advogado de defesa Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fez com que o juiz titular da Vara do Tribunal do Júri de Brasília, Paulo Rogério Giordano esvaziasse o plenário. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato dos pais, José Guilherme Villela e Maria Villela, além de Francisca do Nascimento, empregada da família.
Durante o testemunho do delegado Ecimar Loli, que à época do crime da 113 Sul era parte da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida), Pedro Calmon se irritou com as perguntas feitas pela defesa. Ele chegou a fazer insinuações a Kakay. “Eu sei o que você fez nos tribunais aqui de Brasília. Quer que eu fale?”.
O advogado apelou ao juiz. “Ele está deixando de ser engraçado e se tornando inconveniente”. Na terça-feira (24/9), o titular da vara já havia advertido Calmon por outras interrupções. Na quarta (25/9), novamente houve o alerta. “O doutor vai terminar praticando um crime no plenário.”
Como a troca de farpas continuou, o juiz decidiu pedir que todos se retirassem do plenário, não sem antes alertar. “Se o senhor insistir, vou dissolver o conselho de sentença, vou oficiar para a OAB, o senhor vai ser responsabilizado, vai ser multado e vai ficar evidenciado quem deu causa à dissolução do conselho”, disse o magistrado.
Na prática, com o ato, o julgamento de Adriana Villela seria postergado para uma nova data, com novos jurados e representantes e tudo o que foi feito na última semana seria descartado. Calmon foi escolhido pela família de Francisca
Kakay afirmou que não quer um adiamento do julgamento. “Estamos fazendo uma tese perfeita de defesa. Queremos que esse júri termine e por isso estou aguentando as intempéries lá dentro. É normal quando a tese começa a desmilinguir que as pessoas fiquem meio sem chão.” Ele também reforçou que Adriana não esteve no apartamento no dia do crime, ao contrário do que a acusação declara.
O procurador Maurício Miranda acusou a defesa de tentar descreditar a Corvida. “Faz parte de técnica tentar desmerecer quem está fazendo (a acusação). Estamos acostumados. A Adriana foi mandante do crime e estava no dia, segundo as provas. As mentiras que ela vem juntando ajudam a confirmar essa afirmação”.

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