domingo, 22 de setembro de 2019

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Em meio à seca, bombeiros do DF arriscam a vida no combate a incêndios
Morte da soldado Marizelli Armelinda Dias expõe riscos diários enfrentados pelos militares nas missões pela capital do país
Mal havia concluído o curso de formação e Marizelli Armelinda Dias, 31 anos, já trabalhava com o que sempre sonhou: salvando vidas. Apaixonada pelo que fazia, a soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), contudo, morreu em missão. Enquanto combatia incêndio florestal na QNL 2 de Taguatinga, no último domingo (15/09/2019), ela foi atingida por uma árvore, que trouxe consigo fios de alta tensão. A fatalidade expõe a vulnerabilidade enfrentada pelos bombeiros que se arriscam diariamente para combater as chamas, responsáveis pela queima de mais de 10 mil hectares de Cerrado neste ano.
Mesmo o mais treinado e equipado bombeiro não está livre dos perigos da profissão. Imersos em uma rotina exaustiva de trabalho, os militares precisam ficar de prontidão para atender aos incessantes chamados que demandam, diariamente, pelo menos 45 viaturas da corporação. Durante 12 horas, o Metrópoles acompanhou de perto a difícil missão dos combatentes que integram o Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram), no fim da Asa Norte.
No quartel, os chamados para as ocorrências são recebidos por militares em um posto próprio, e logo encaminhados para o prédio principal. O relógio ainda não marcava 8h e a movimentação já era intensa no pátio da unidade, quando as cinco equipes escaladas se organizavam para os trabalhos do dia.

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