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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

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Mais de 120 igrejas foram atacadas desde o início da guerra na Síria, diz relatório
Antes do início da guerra, os cristãos representavam 7,3% da população síria; hoje estão entre 1,9% e 2,5%.
A Rede Síria para os Direitos Humanos, sediada no Catar divulgou um relatório mostrando que pelo menos 124 igrejas foram atacadas na Síria desde 2011, quando começou a guerra civil.
Com o título de ” Alvejar os locais de culto cristão na Síria é uma ameaça ao patrimônio mundial”, o estudo foi realizado por meio do monitoramento diário da organização de notícias e desenvolvimentos, bem como em sua rede de fontes em várias cidades e comunidades que foram criadas logo no início da crise política.
O registro de ataques do relatório inclui atentados contra locais de culto civis sem quartel-general ou equipamento militar nas proximidades, bem como casos em que locais de culto foram transformados em quartel-general militar.
O registro de ataques também inclui locais de culto que foram submetidos a mais de um ataque, em alguns casos realizados por diferentes partes (governo de Bashar al-Assad e oposição).
O relatório conclui que o regime sírio “assume a responsabilidade primária” por pouco mais de 60% da “segmentação de locais de locais de culto cristão na Síria” entre março de 2011 e setembro de 2019.
O relatório afirma que o regime de Assad é responsável por pelo menos 75 ataques contra 48 igrejas nos oito anos desde o início da guerra civil.
Segundo o relatório, os ataques atribuídos ao regime de Assad foram realizados pelo exército, forças de segurança, milícias locais ou milícias xiitas estrangeiras (como as apoiadas pelo Irã para apoiar Assad).
As facções da oposição armada são responsáveis ​​por 33 ataques contra 21 igrejas, enquanto o grupo extremista do Estado Islâmico foi responsável por 10 ataques contra oito igrejas. O Hay’at Tahrir al-Sham, vinculado à Al Qaeda (uma aliança entre a Frente Fatah al-Sham e outros grupos da oposição) é responsável por dois ataques a duas igrejas.
“Apesar de os locais de culto serem designados como propriedades culturais e religiosas que devem ser protegidas, o bombardeio aéreo pesado e contínuo na Síria resultou na destruição parcial ou total de um grande número de locais de culto”, diz o relatório.
Enquanto o regime de Assad alegou ser “um protetor” dos cristãos na Síria e muitos cristãos no país apóiam o presidente, o relatório da ONG sugere que as forças sírias atacarão qualquer comunidade que considere ser contra Assad.
Outro dado mostrado no relatório é a redução do número de cristãos na Síria: Antes do início da guerra, os cristãos representavam 7,3% da população síria, ou 1,7 milhão, entre uma população total de 23 milhões. Hoje, porém, os cristãos representam entre 1,9% e 2,5% da população, segundo ela, que é menos de 450.000 pessoas.

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