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terça-feira, 3 de setembro de 2019

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Professor faz desafio e aluno chora ao ligar para irmã pra dizer: “Eu te amo!” [VÍDEO]
A ideia do professor promoveu a reconciliação de Gustavo com sua irmã: A ideia de brigar com ela me faz mal".
Em uma aula de filosofia e sociologia em uma escola do Ceará, um professor lançou uma atividade diferente. O desafio era ligar para alguém durante a aula para dizer que amava essa pessoa. O aluno Gustavo Nobre aceitou a proposta e decidiu ligar para a irmã dele, com quem havia discutido e não falava há algumas semanas.
O desfecho da conversa foi emocionante! “Sem pensar duas vezes, levantei o braço e aceitei o desafio. Achei inusitado, mas foi revigorante dizer essas três palavras”, afirmou Gustavo. No diálogo, os dois choram, e a irmã o consola dizendo que também o ama e que ele pode contar com ela para tudo na vida.
Apesar de não serem irmãos de sangue, eles foram criados juntos e estão morando em cidades diferentes. Três semanas antes, eles haviam discutido pelo telefone e estavam sem se falar. A ideia do professor promoveu a reconciliação entre os dois.
“Junto com meus pais, ela é a pessoa que eu mais amo no mundo. A ideia de brigar com ela me faz mal. Depois disso, voltamos a nos falar como antes, nossa relação melhorou bastante e eu estou falando ‘eu te amo’ cada vez mais. Obviamente que não nos falamos todo dia, já que nossos turnos escolares são diferentes e temos outras obrigações, mas estamos bem”, contou Gustavo.
“Apesar de o aluno estar sempre falando, tem muitas coisas que eles aprendem a silenciar de uma forma não muito construtiva”, diz o professor
O professor Zé Wilson explicou por que escolheu realizar a dinâmica.
“A dinâmica nasceu de um grito profundo do coração de cada aluno meu. Não aqueles gritos que você escuta, mas aqueles que você sente. O ambiente das escolas, às vezes, pode se converter em lugar de silêncio para nossos adolescentes e jovens. Apesar de o aluno estar sempre falando, tem muitas coisas que eles aprendem a silenciar de uma forma não muito construtiva. Muitos desses silêncios são apenas levados de casa para a escola. Um deles é a dificuldade de demonstrar o que se sente. Às vezes, no ambiente familiar, sentimos, mas não demonstramos. E isso pode ajudar a criar um círculo vicioso em que nossos laços afetivos e familiares não são mais alimentados e reforçados.”
A lição foi definitivamente compreendida por Gustavo e seus colegas de turma. “Eu te amo é uma expressão que vem sendo cada vez menos usada. Estamos rodeados de pessoas incríveis e amáveis todos os dias, há diversas oportunidades de dizermos tais palavras, mas como não se tem esse costume, é difícil dizer e achar uma situação conveniente para demonstrar este amor. Eu te amo demonstra carinho, amor, afeto e gratidão e é necessário dizer para quem amamos, pois talvez quando surgir a vontade de falar, não haja mais tempo”, refletiu o estudante.
“Os jovens e adolescentes têm uma incrível força vital que, quando canalizada para coisas boas, produz uma revolução sem precedentes. É assim com o amor e com a empatia. Em muitos casos, eles não demonstram por falta de testemunho mesmo. Quando sentem a aproximação de pessoas que têm os mesmos dramas, angústias e desafios que eles e usam isso tudo para construir amor e empatia, eles reproduzem exatamente o mesmo amor e a mesma empatia para além da sala de aula. E isso cria uma corrente de solidariedade e afeto que pode ser maior do que imaginamos”, conclui o professor, com a sensação de missão cumprida.

Veja o vídeo emocionante: 
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