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terça-feira, 3 de setembro de 2019

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Uma operação da Polícia Federal (PF) realizada hoje (03) tenta combater um esquema de fraudes na concessão de bolsa do Fies em Fernandópolis (SP).
A Operação Vagatomia apura indícios de comercialização de vagas e transferência de alunos do exterior para o curso de medicina. Os alunos seriam do Paraguai e da Bolívia.
Além do FIES, a PF investiga fraudes no Prouni e no exame Revalida.
O dono e reitor da universidade é classificado como o líder da organização criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados na ordem de R$ 250 milhões.
Foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 11 de temporária, 45 de busca e apreensão e 10 medidas cautelares, expedidos pela Justiça Federal de Jales (SP), em Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto, Santos, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul, São João das Duas Pontes e Água Boa no Mato Grosso.
As vagas para ingresso, transferência e financiamentos do Fies eram negociados por até R$ 120 mil por aluno.
Nos nos últimos cinco anos, segundo a PF, R$ 500 milhões dos programas de benefícios do governo foram concedidos de forma fraudulenta.
Os compradores de vagas são filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos dos donos da universidade.
Os presos poderão responder por organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação e estelionato. As penas podem chegar a 30 anos de reclusão. As informações são do Metrópoles.

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