domingo, 1 de setembro de 2019

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Reviravolta: homem pode ter sido morto ao tentar defender ex no DF
Polícia investiga outra versão para morte de casal neste domingo, em festa de aniversário. Primeira hipótese era feminicídio e linchamento
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As mortes de Roseli Sousa Santos, 33 anos, e do pedreiro Aneilton Vitorino da Silva, 29, intrigam a Polícia Civil. O caso foi qualificado como feminicídio seguido de homicídio. O homem teria matado a ex-companheira num ataque de ciúmes e, em seguida, linchado até a morte por populares. Após a coleta de depoimentos, entretanto, surgiu nova versão. Testemunhas contaram que Roseli teria sido morta pela mulher com quem Aneilton mantinha relacionamento. E, ao tentar defender a ex, também acabou assassinado.
Segundo a delegada Jane Klébia, da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), as duas possibilidades estão sendo investigadas. Para ela, o casal dono da casa onde ocorria uma festa de aniversário, na região do Café sem Troco, é peça-chave para o esclarecimento do crime, ocorrido na madrugada deste domingo (01/09/2019).
Os dois não foram localizados pela polícia. Até o momento, o que se sabe é que Roseli e Aneilton estavam separados há cerca de três meses. Eles foram casados por 10 anos e tinham sete filhos juntos. Há histórico de violência doméstica, mas a mulher nunca registrou ocorrência contra o companheiro porque não acreditava, conforme relatos de testemunhas, que ele iria fazer mal a ela.
Por volta das 5h, o pai da dona da casa estranhou que o som da festa foi desligado de repente. Ao chegar no imóvel, se deparou com a casa vazia e o corpo de Roseli estendido no chão da cozinha. Ela foi atingida com pelos menos duas facadas no pescoço. No quintal, Aneilton estava de bruços. Além de socos e tijoladas, o homem levou dez facadas, e ainda foi agredido com a grelha de churrasco e um rodo.
A faca foi encontrada na cena do crime, assim com peças de roupas dos possíveis autores do crime.
Reviravolta: homem pode ter sido morto ao tentar defender ex no DF
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Delegada Jane KlébiaAndré Borges/Especial para o Metrópoles

Roseli tinha nove filhos, sendo sete com AneiltonReprodução

Casa onde ocorreu o crimeAndré Borges/Especial para o Metrópoles

André Borges/Especial para o Metrópoles

André Borges/Especial para o Metrópoles

Irmã de Roseli, Selma não sabe como vai cuidar das criançasAndré Borges/Especial para o Metrópoles

Perícia esteve na casa recolhendo provas André Borges/Especial para o Metrópoles
André Borges/Especial para o Metrópoles

Pai de Aneilton André Borges/Especial para o Metrópoles
A versão inicial, confirmada às 9h30 pela delegada em entrevista ao Metrópoles, era de feminicídio seguido de homicídio. Porém, no início da tarde, surgiu a nova linha de investigação: duplo homicídio. O nome da nova suspeita não foi divulgado nem os dos donos da casa.
“Eles são fundamentais para esclarecer o crime. Como são os donos do evento, saberão nos dar mais detalhes”, disse Jane Klébia. “Eles podem estar com medo ou receosos, mas vamos encontrá-los. Não há de se falar que eles estão foragidos. Até o fim do dia, vamos tentar achá-los”, completou.
No local do crime, a segunda versão é a mais aceita pelos vizinhos. Duas pessoas, inclusive, foram detidas e levadas para a delegacia para prestar depoimento. São suspeitas de participar do crime. Outras pessoas que estavam na festa serão chamadas a depor.
“Recebi a notícia hoje cedo pela polícia. Ele era uma pessoa tranquila, mas era do mundão. Eu não posso negar porque era meu filho. Muito ruim saber que ele morreu”, disse o pai de Aneilton, Anivan Vitorino da Silva.
“Eu soube que era meu ex-cunhado, mas não sabia que a minha irmã também tinha sido morta. Ela tinha voltado para casa e não falou que iria para a festa. Não sabemos o que fazer para cuidar das crianças. Minha mãe está vindo de Minas”, lamentou Selma Souza, irmã de Roseli.

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