domingo, 1 de setembro de 2019

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Após descoberta de maníaco, medo ronda mulheres nas paradas de ônibus
Advogada e funcionária terceirizada do MEC foi assassinada por Marinésio Olinto, que se passou por loteiro em Planaltina

Mais de meia hora esperando o próximo ônibus depois de um dia inteiro de trabalho. A parada não fica em um lugar seguro e já está escurecendo. Um carro desacelera, buzina, oferece o destino. O preço da passagem é o mesmo dos coletivos e a chegada será mais rápida. O motorista é desconhecido, mas o cansaço fala mais alto e a corrida é aceita.

Essa é a rotina de muitas mulheres no Distrito Federal. A prática é tão antiga e parece natural. Ou pelo menos parecia. A morte da advogada Letícia Sousa Curado, 26 anos, provocada pelo cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41, que se passou por motorista de lotação, em Planaltina, para atrair, assediar e depois matar a advogada e funcionária terceirizada do Ministério da Educação (MEC), trouxe a insegurança mais uma vez ao holofote.

A questão, no entanto, está longe de ser um problema exclusivo de Planaltina, onde o transporte é precário em muitas áreas. O Metrópolespercorreu paradas de ônibus em outras quatro regiões administrativas e conversou com outras mulheres, que relatam o medo de utilizar esse tipo de meio de locomoção.


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