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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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O Spoofing: hacker tinha dois carros e restaurante em shopping no DF
Thiago Eliezer é suspeito de integrar organização criminosa junto a Walter Delgatti Neto, que confessou ter invadido celular de autoridades ano era 2017 e um jovem empresário comemorava alegremente a abertura de um restaurante próprio. “Estamos muito felizes com essa inauguração. O público da região estava ansioso por unidade da rede aqui em Taguatinga.” O autor da frase é Thiago Eliezer Martins Santos, que, dois anos mais tarde, seria preso na segunda fase da Operação Spoofing. Ao lado de Walter Delgatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Danilo Costa e Luiz Henrique Molição, o rapaz é suspeito de ajudar a hackear uma série de autoridades – entre as quais, o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Na época, Thiago era proprietário de uma empresa individual que abriu no ano de 2010. Com esse registro, tornou-se franqueado da rede Tomatzo, de massas e arroz cremoso, e a loja foi aberta no Taguatinga Shopping, no Distrito Federal. O empreendimento, porém, teve vida curta. Pouco menos de um ano depois de a frase ser dita, em entrevista ao site Sua Franquia, a filial foi encerrada. Segundo relatam pessoas que conviveram com o empresário, Thiago era de trato complicado e com pouco tino para os negócios. O CNPJ foi encerrado em fevereiro de 2018.
Ao Metrópoles, Thiago Vitor, advogado do suspeito, reforçou que a rede de alimentos era uma franquia e que Eliezer atuava como pessoa jurídica, ou seja, apenas como empresário. “Já tinha conhecimento e atuava na rede de alimentos. Essa era a atividade empresarial dele, não tem conexão nenhuma com as investigações [da Operação Spoofing]”, esclareceu o defensor.

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