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domingo, 6 de outubro de 2019

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Corridas do medo: sequestros-relâmpago a motoristas de apps disparam no DF
Em seis meses, a capital registrou 71 ocorrências policiais de roubo com restrição de liberdade. Samambaia lidera o número de casos
Todos os dias, de segunda a segunda, durante a madrugada ou nos horários de pico, milhares de brasilienses entram em seus carros, ativam aplicativos de transporte no celular e deixam suas casas para percorrer o Distrito Federal levando passageiros. A cada aviso de uma nova corrida, os motoristas logo são tomados pelo medo e pela desconfiança. O temor dos trabalhadores não é em vão e encontra respaldo nos números indicadores da onda de violência que passou a assolar esses profissionais desde a criação das empresas do setor.
Segundo levantamento feito pela Polícia Civil do DF (PCDF), ao qual o Metrópoles teve acesso, a quantidade de condutores das marcas Uber, 99 e Cabify vítimas de roubo com restrição de liberdade ou sequestro-relâmpago, como o crime é popularmente conhecido, saltou de 22 casos em 2017 para 71 episódios apenas nos seis primeiros meses deste ano.
Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2018, foram computadas apenas 14 ocorrências policiais. Na prática, isso significa que, neste ano, todo mês praticamente 12 condutores são sequestrados durante corridas no DF. O balanço expõe a vulnerabilidade de quem depende do trabalho para sobreviver ou encontrou na atividade uma forma de conseguir mais dinheiro ao final do mês.

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