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Grupo suspeito de roubar mercadorias e revendê-las é preso nesta quinta (3)

Grupo suspeito de roubar mercadorias e revendê-las é preso nesta quinta (3) Operação Carga Pesada visa desarticular a organização, que uti...



Grupo suspeito de roubar mercadorias e revendê-las é preso nesta quinta (3)
Operação Carga Pesada visa desarticular a organização, que utilizava empresas de fachada para “esquentar” os produtos. Sete mandados foram cumpridos
Sete pessoas que integravam um grupo suspeito de furto, roubo e receptação de carga roubada foi preso pela Polícia Civil do DF (PCDF) nesta quinta-feira (3). Por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), a operação denominada de Carga Pesada cumpriu sete mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Segundo investigações, oito pessoas fazem parte do grupo. Eles são suspeitos de revender as mercadorias do gênero alimentício em comércios espalhados por todo o Distrito Federal. Produtos estes que eram provenientes de roubo e furto.

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Conforme explica o coordenador da Corpatri, André Luis Leite, a organização criminosa era investigada em 2018, chegando a ter os membros presos. No entanto, eles conseguiram liberdade e voltaram a cometer crimes, tornando-se especialistas em furto, roubo e receptação de carga, segundo o agente. Ao que as investigações indicam, o grupo era hierarquizado e havia divisão de tarefas entre eles. Um homem de 42 anos é o suposto líder.
“A investigação avançou quando os investigadores conseguiram identificar diversas empresas de ‘fachada’ que a organização criminosa utilizava para ‘esquentar’ as mercadorias produto de crime. Neste contexto, os criminosos roubavam diversas mercadorias de gêneros alimentícios e emitiam notas fiscais falsas com finalidade de dar aparência de legalidade às cargas subtraídas”, conta o delegado.


“O agir de Deus é lindo”, diz um adesivo colado em um dos caminhões utilizado pelo grupo. Foto: Divulgação/PCDF
Uma destas empresas de fachada, segundo informações da Secretaria da Receita do Estado de São Paulo, teria emitido um total de 1.198 documentos válidos somente entre janeiro e julho deste ano, sendo o volume total de operações de saída de aproximadamente R$ 61 milhões. Nesse mesmo período, a falsa empresa recebeu um total de 506 documentos válidos, sendo o volume total de operações de entrada de quase R$ 17 milhões.
“Após a Secretaria da Receita do Estado de São Paulo ter elaborado uma notificação e constatado que essa empresa na realidade não existia no endereço fornecido em seu cadastro — conforme investigado pela PCDF”, conclui o coordenador. As investigações concluíram que tratava-se de uma organização de fachada criada para emissão de notas fiscais frias. Segundo a PCDF, esta em específico teve as atividades suspensas.