quarta-feira, 30 de outubro de 2019

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Por Fred Lima
Segue a nota de reposta da emissora Globo sobre as ofensas proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro na noite dessa terça-feira (29/10). Comento em seguida:
“A Globo não fez patifaria nem canalhice. Fez, como sempre, jornalismo com seriedade e responsabilidade. Revelou a existência do depoimento do porteiro e das afirmações que ele fez. Mas ressaltou, com ênfase e por apuração própria, que as informações do porteiro se chocavam com um fato: a presença do então deputado Jair Bolsonaro em Brasília, naquele dia, com dois registros na lista de presença em votações.
O depoimento do porteiro, com ou sem contradição, é importante, porque diz respeito a um fato que ocorreu com um dos principais acusados, no dia do crime. Além disso, a mera citação do nome do presidente leva o Supremo Tribunal Federal a analisar a situação.
A Globo lamenta que o presidente revele não conhecer a missão do jornalismo de qualidade e use termos injustos para insultar aqueles que não fazem outra coisa senão informar com precisão o público brasileiro. Sobre a afirmação de que, em 2022, não perseguirá a Globo, mas só renovará a sua concessão se o processo estiver, nas palavras dele, enxuto, a Globo afirma que não poderia esperar dele outra atitude. Há 54 anos, a emissora jamais deixou de cumprir as suas obrigações.”
Comento
De fato, Bolsonaro atacou a Globo de forma bastante grosseira e desrespeitosa para quem exerce a Presidência da República. Não se tem registro de um presidente ofendendo uma emissora como o atual fez. Entretanto, o que mais me chamou a atenção não foi o temperamento descabido do chefe do Executivo, mas o final da nota de resposta da Globo.
É notório e de conhecimento público que Jair Bolsonaro nunca foi um simpatizante da emissora dos Marinhos. Para o presidente, a Globo sempre o perseguiu, muito antes do início de sua pré-campanha ao Planalto. Até aqui, nada de novo.
Só que ao garantir sua isenção jornalística, a emissora acabou escorregando quando disse: “(…) a Globo afirma que não poderia esperar dele (Bolsonaro) outra atitude”. Independentemente das ofensas proferidas, tal frase revela a parcialidade da rede de televisão e um juízo pré-concebido com relação ao presidente.

Da Redação
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