domingo, 24 de novembro de 2019

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Boicote à Rede Globo mobiliza empresas
Contra jornalismo ideológico e conteúdo insatisfatório, empresas suspendem anúncios comerciais,
A rede de lojas de departamentos Havan divulgou uma nota afirmando que não mais anunciará na Rede Globo. Segundo o dono da Havan, o empresário Luciano Hang, a loja não compactua com jornalismo ideológico em alguns programas da Rede Globo. No comunicado, Hang não cita nominalmente o presidente Jair Bolsonaro. Mas diz que as eleições do ano passado mostraram que a grande maioria dos brasileiros quer mudança. Afirma ainda que a Globo faz um desserviço à nação e é contra os costumes da família brasileira.
Além da Havan, outras empresas também suspenderam a veiculação de suas campanhas publicitárias na emissora. Uma delas é a rede Supermercados Condor, uma das maiores do Paraná, com 49 lojas. Outra é a construtora imobiliária Habitec. Em nota, ambas afirmaram que não compactuam com a posição que a Rede Globo está tendo em relação ao governo.
O ataque ao Presidente
O diretor do Instituto Liberal Lucas Berlanza afirma que a decisão dos empresários foi motivada após a veiculação de reportagem que relacionou a morte da vereadora Marielle Franco ao Presidente Jair Bolsonaro, por meio do depoimento de um porteiro.
“Os empresários estão fazendo isso em posicionamento à maneira como a Rede Globo abordou a notícia, o que foi uma tentativa de associar o Presidente da República ao assassinato da vereadora do PSOL-RJ. E também em questionamento a valores que estariam sendo ofendidos ou afrontados por determinados programas da emissora”.
A voz da população
Luciano Hang, que é dono de 133 lojas no país, afirmou que um dos motivos que influenciou sua decisão foi a cobrança da sociedade e dos clientes para que ele se posicionasse.
A direção da Condor declarou que, após os ataques da Globo a Bolsonaro, as redes sociais foram inundadas com manifestações pedindo um boicote às empresas patrocinadoras da emissora. Eram os internautas reagindo à polêmica.
A hashtag #globolixo ficou em primeiro lugar no Twitter.
Para Berlanza, o alcance das redes sociais e a voz popular têm influenciado muito a tomada de decisão dos grandes empresários:
“Eu acredito que há nisso já uma espécie de efeito, de consequência, desse incremento da participação de redes sociais, da internet. E, em consequência disso, de movimentos organizados na sociedade brasileira que potencializam as pressões e cobranças. Sendo que, certamente, essas empresas, muito embora elas tenham seu posicionamento, tenham seu próprio direcionamento, receberam reclames, reivindicações de clientes e de seu público nas redes sociais para que elas tomassem as decisões que tomaram.”
As consequências
O termo “globolixo” veio acompanhado de uma campanha de boicote à emissora. Mas é importante lembrar que a onda de críticas à Rede Globo não vem de agora. Para Berlanza, ainda é impossível medir o impacto dessas suspensões de publicidade:
“Sem sombra de dúvidas esses empresários que estão se desligando, parcial ou totalmente dos contratos publicitários da Globo, estão questionando a credibilidade da emissora em relação ao impacto perante certo seguimento da sociedade. Isto sendo a Globo mal vista por muitos setores da direita e da esquerda ao mesmo tempo. A gente não sabe até que ponto isso pode escalar, até onde isso pode ir. Mas, sem sombra de dúvidas, independentemente das consequências, é algo que deve fazer os responsáveis, os coordenadores do jornalismo da emissora pensarem, refletirem.”
Por fim, Berlanza deixa um recado para toda a imprensa:
“Concluindo, o que as empresas estão fazendo é exercer o seu direito, o seu livre-arbítrio de destinarem os seus recursos para onde quiserem. Quanto à imprensa, sem deixar de fazer a devida, necessária, imperiosa fiscalização dos movimentos do Governo, é preciso que ela se imponha em constante reflexão sobre a responsabilidade que tem em relação ao conteúdo que veicula. E também que reflita o tempo todo sobre um fenômeno que não é exclusivamente brasileiro, mas que nos afeta com bastante intensidade: o divórcio entre o conteúdo que ela veicula, a natureza do jornalismo que faz, e a sensibilidade à realidade da população em geral”.

(*) Com informações de Brasil Notícias
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