quinta-feira, 7 de novembro de 2019

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Egressa de escola pública e aluna da UnB, brasiliense foi selecionada para programa internacional de jovens lideranças na educação(foto: Divulgação / Fundação Qatar)

Estudante do Paranoá é selecionada para programa da Fundação Qatar
Projeto realizado desde 2010 reúne jovens de todo o mundo e tenta encontrar saídas para os problemas globais do campo da educação.
Maria Clara Araújo, 19 anos, moradora do Paranoá, é uma entre 25 jovens de todo o mundo selecionados para participar do programa Learners’ Voice 2019-2020 (A voz dos estudantes, em tradução livre). A iniciativa, realizada pela Cúpula Mundial de Inovação em Educação (Wise, na sigla em inglês) da Fundação Qatar.
Atualmente aluna de ciência política na Universidade de Brasília, Maria Clara é egressa do Centro Educacional Darcy Ribeiro e foi lá que encontrou sua primeira inspiração. “Tive uma professora de português, Joana Melo, que me incentivou muito desde o início. Ela iniciou um cursinho na escola, dando aulas aos sábados para nos preparar para o PAS [programa de avaliação seriada da UnB] e vestibular. Através daí, o Darcy Ribeiro conseguiu aprovar muitos alunos”, conta.
Foi também com a professora Juliana que Maria Clara participou de suas primeiras discussões. “Comecei entrando em concursos de redação na escola mesmo, que me ajudaram a debater outros temas, além do meu cotidiano”, lembra.
Trajetória de sucesso Das competições na escola para fóruns em todo o mundo não passou muito tempo. Aos 17 anos, Maria Clara se candidatou e foi aprovada em um programa de liderança realizado pela embaixada dos Estados Unidos com outros 50 jovens do Brasil todo, que viajaram ao país.
“Foi uma experiência muito boa. Conheci muitas pessoas, o que é bem importante. Aprendi sobre liderança e a falar melhor em público. No fim esse primeiro contato abriu minha cabeça para muita coisa. Tive a oportunidade de aprender muito sobre justiça social e ampliar minha visão de mundo. Essa foi a porta para que eu procurasse outras oportunidades.”, conta.
Depois da primeira experiência internacional, a jovem partiu rumo à Argentina. No país portenho, ela participou de um fórum sobre liderança, tecnologia e inovação e no Paquistão, onde apresentou sua visão sobre iniciativas para a paz, cultura e sociedades inclusivas para pessoas de 35 países diferentes.
“Na viagem aos Estados Unidos, conheci uma menina que tinha participado desse outro programa também. Para essa seleção, precisei escrever um artigo sobre diversidade e liderança. Fui aprovada e parti rumo à viagem. Minha última experiência internacional foi no Paquistão, onde participei de um evento sobre inclusão”, enumera.
A seleção
Para ser selecionada pela Fundação Qatar, Maria Clara teve que passar por três etapas. A primeira delas, um questionário em que contou porque estava se inscrevendo, como achava que poderia contribuir com o projeto, qual a sua motivação, entre outras perguntas.
Na segunda parte, a universitária precisava escrever de forma criativa sobre uma de oito perguntas apresentadas pela banca. Sua escolha foi fazer um jornal para falar de diversidade e educação. Por fim, ela passou por uma entrevista em que respondeu a algumas perguntas hipotéticas, por exemplo, o que faria se fosse ministra da Educação no Brasil.
“Me considero uma pessoa muito privilegiada. Posso não ter sido em relação ao dinheiro, mas sempre fui [munida] de informação e de pessoas que acreditaram em mim, me apoiaram muito. Sei que nem sempre é fácil assim, por isso quero trabalhar com políticas públicas para dar algum retorno à minha comunidade”, enfatiza.
O projeto
O Learners’ Voice Wise é realizado desde 2010 e busca somar esforços para encontrar soluções para os problemas globais urgentes na educação. Todos os anos eles selecionam estudantes com idades entre 18 e 25 anos, inscritos ao redor do mundo que demonstrem interessem em empreendedorismo social e ensino. Os selecionados participam de uma série de atividades online e presenciais, incluindo um evento em Doha – que deve ocorrer entre 17 e 19 de novembro deste ano.
Todos os anos o evento recebe palestrantes de peso. A ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama e a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie são alguns dos nomes que já passaram por lá.
Os demais selecionados deste ano são da Argentina, Grécia, Azerbaijão, India, Estados Unidos, Nigéria, Paquistão, Áustria, Nigéria, Catar, Quênia, Jamaica, Alemanha, Vietnã, Canadá, Camboja, Egito, República Democrática do Congo e Tanzânia.

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